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Correio da Manhã

Sociedade
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Maternidades da região de Lisboa e Vale do Tejo ativam plano de contingência

Em causa está a falta de médicos. Ação implica a limitação de camas para trabalho de parto em função dos clínicos disponível.
Francisca Genésio 22 de Setembro de 2021 às 19:36
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Maternidades da região de Lisboa e Vale do Tejo ativam plano de contingência

As maternidades da região de Lisboa e Vale do Tejo ativaram o plano de contingência no último fim de semana devido à falta de médicos. Quer isto dizer que todas limitaram as camas para trabalho de parto em função dos clínicos disponível e, por isto, nenhuma conseguiu transferir grávidas.

"Nuns hospitais há falta de obstetras, noutros de anestesistas. Todos comunicaram ao INEM a carência e o que aconteceu é que ficaram todas sobrelotadas", avança ao CM o presidente do Conselho Regional do Sul da Ordem dos Médicos, Alexandre Valentim Lourenço, salientando o facto de "felizmente de não ter havido casos graves".

Foi a escassez de médicos especialistas que levou as maternidades Alfredo da Costa, a do hospital de Santa Maria, a do Amadora-Sintra, Beatriz Ângelo, em Loures, as dos hospitais de Vila Franca de Xira e Garcia de Orta, em Almada, a ativar planos de contingência.

No hospital de Vila Franca de Xira, os médicos da Urgência apresentaram escusa de responsabilidade por falta de recursos. "Isto não acontecia quando o hospital era gerido em parceria público-privada porque havia autonomia para contratar. Receio que em janeiro aconteça o mesma  hospitais de Cascais e Beatriz Ângelo, Loures", admite Valentim Lourenço.

O presidente do Conselho Regional do Sul da Ordem dos Médicos admite que o cenário se volte a repetir este fim de semana.
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