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Correio da Manhã

Sociedade
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Maus tratos mais difíceis de identificar

Congresso do Serviço Social do Centro Hospitalar de Lisboa Central revela dificuldade em identificar agressões mais requintadas.
12 de Novembro de 2013 às 18:19
Maus-tratos
Maus-tratos FOTO: Ilustração/Simulação de Violência Doméstica contra Crianças

Os maus tratos às crianças são cada vez mais requintados e perversos e com marcas difíceis de identificar, mesmo para os próprios técnicos, revelou hoje um elemento de um núcleo de apoio a crianças e jovens em risco.

Rute Santos, membro do Núcleo hospitalar de apoio a crianças e jovens e risco no Hospital Dona Estefânia, falava durante o Congresso de Serviço Social do Centro Hospitalar de Lisboa Central (CHLC),  sobre o tema dos maus tratos.

A especialista revelou que o ato de mau tratar é cada vez mais escondido e um desafio para os técnicos que recebem e encaminham estes casos.

"O ato de maltratar tem-se vindo a aperfeiçoar. É mais requintado e perverso, com marcas mais difíceis de identificar e difíceis de lidar para os próprios técnicos", afirmou.

Apesar do aumento da gravidade dos casos, o seu número baixou entre 2008 e 2012: de 169 para 122.

Sobre o tema deste congresso - "O serviço social em contexto de crise" - Rute Santos alertou para o facto de as crianças perceberem a crise, que "é também de valores e da organização da família".

"As crianças têm noção que a vida delas mudou e têm dificuldade em aceitar isso", disse.

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