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Correio da Manhã

Sociedade
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Médica do INEM vai ser julgada

Uma médica e dois operadores do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) são acusados pelo Ministério Público (MP) de homicídio negligente com culpa grosseira, por omissão de assistência médica devida à vítima, o maestro Fernando Correia Martins. O ministro da Saúde, Paulo Macedo, tem conhecimento do processo, o qual "está a seguir o seu rumo". O governante acrescentou que "existem vários casos semelhantes que acontecem na Saúde e que estão a ser analisados".
5 de Dezembro de 2012 às 01:00
O Ministério Público deu como provada a falta de assistência da médica e dos técnicos na morte do maestro. Fernando Correia Martins morreu no hospital de S. José
O Ministério Público deu como provada a falta de assistência da médica e dos técnicos na morte do maestro. Fernando Correia Martins morreu no hospital de S. José FOTO: João Miguel Rodrigues

Para o MP, ficou provado que a morte do maestro, em 2009, se deveu a "falta de auxílio médico adequado", após a mulher, Olívia, ter feito várias chamadas de socorro para o 112.

Segundo a acusação, os operadores do INEM deram a indicação (com o conhecimento da médica) à mulher da vítima para chamar os bombeiros para transportar o doente, que estava com fortes dores no peito e com vómitos. Só perante o agravamento do estado da vítima é que o INEM acedeu fazer o transporte para o Hospital de São José, onde Fernando, com 72 anos, acabou por morrer, hora e meia após o início dos pedidos de socorro. A pena máxima em que os arguidos incorrem é de cinco anos. O INEM "não comenta" decisões judiciais.

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