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Correio da Manhã

Sociedade
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Médicas ilibadas de negligência

A apresentação fora de prazo da queixa por negligência levou ontem o Tribunal de Bragança a absolver duas médicas obstetras acusadas de terem provocado a morte a um feto de 14 semanas. No entanto, o Tribunal deu como provada a negligência médica das especialistas e concluiu que houve violação dos procedimentos profissionais.
16 de Janeiro de 2010 às 00:30
Tribunal deu como provada a negligência. Júlia Luís estava grávida de 14 semanas quando as obstetras provocaram a morte ao feto
Tribunal deu como provada a negligência. Júlia Luís estava grávida de 14 semanas quando as obstetras provocaram a morte ao feto FOTO: Luís C. Ribeiro

'Entreguei o caso a um advogado um mês depois, mas ele não avançou com o caso e, entretanto, morreu', explicou a queixosa, Maria Luís.

A situação remonta a Novembro de 2002. Maria Luís foi ao Hospital de Bragança para realizar a ecografia do primeiro trimestre de gestação. A médica entendeu que a imagem gráfica revelava uma falsa gravidez e não recorreu a outros exames complementares. De acordo com o Tribunal foi este erro que acabou por desenrolar todo o processo, resultando na morte de um feto já com cerca de sete centímetros, na sequência de uma aspiração ao útero.

O procedimento foi feito pela obstetra que acompanhava a grávida, que segundo o Tribunal deveria ter averiguado com outros exames o resultado da ecografia.

No dia seguinte, depois da alta hospitalar, Júlia Luís, já em casa, ficou de cama com febre alta, muitas dores e corrimento sanguíneo. Foi à casa de banho e viu que perdera o feto.

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