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Correio da Manhã

Sociedade
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Médico assina folha de ponto e não trabalha

O médico neurologista Machado Cândido, acusado pelo Ministério Público dos crimes de burla qualificada e falsificação de documentos, assinou a folha de ponto de um dia que não trabalhou. A declaração foi feita, esta quarta-feira, nas Varas Criminais de Lisboa pela neurologista Camila Nóbrega.
7 de Março de 2012 às 20:03
Médico neurologista Machado Cândido (à direita) acompanhado do seu advogado, Eduardo Allen
Médico neurologista Machado Cândido (à direita) acompanhado do seu advogado, Eduardo Allen FOTO: Sérgio Lemos

Ambos os profissionais trabalham no Centro Hospitalar de Lisboa Central, que inclui o Hospital de São José.

“Em 2008, fui chamada um dia à direcção da Urgência porque a folha de ponto estava assinada por duas pessoas, por mim e pelo dr. Machado Cândido. Foi tudo resolvido porque fui eu quem trabalhou e o dia foi-me pago”, afirmou Camila Nóbrega.

Segundo a médica, as horas feitas na Unidade Cérebro-Vascular (UCV) eram pagas como horas extras.

A médica afirmou ao colectivo de juízes da 6ª Vara Criminal que era “habitual” e funcionava na base da confiança as trocas entre colegas e não eram comunicadas aos serviços competentes. ”Só há dois ou três anos é que passou a ser obrigatório o registo escrito das trocas das presenças”, afirmou a testemunha de acusação.

A médica disse ainda que havia três folhas de ponto: uma de registo individual, outra de entradas e saídas do serviço e uma terceira folha para registo das presenças na Urgência.

A próxima sessão de julgamento está marcada para o dia 28 de Março.

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