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Correio da Manhã

Sociedade
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Médicos admitem greve nacional

Sindicatos e Ordem indignados com problemas no SNS.
Cristina Serra 11 de Março de 2017 às 09:25
Carlos Arroz (SIM) e Mário Jorge (FNAM, à direita) no final da reunião de ontem
Carlos Arroz (SIM) e Mário Jorge (FNAM, à direita) no final da reunião de ontem FOTO: Vítor Mota
Os sindicatos dos médicos ameaçam fazer uma greve nacional caso não sejam satisfeitas as negociações a apresentar ao Ministério da Saúde nos próximos dias, e que inclui um programa com vista à resolução de problemas no Serviço Nacional de Saúde (SNS).

A decisão foi anunciada ontem no final de uma reunião do Fórum Médico, que inclui responsáveis da Ordem dos Médicos (OM), Sindicato Independente dos Médicos (SIM) e Federação Nacional dos Médicos (FNAM).

"Os médicos e os doentes estão indignados com a situação que se vive na Saúde. A pressão excessiva e a interferência, por parte da tutela, nas boas práticas médicas e, consequentemente, na qualidade da medicina, ultrapassou o limite do aceitável", afirmou Alexandre Lourenço, presidente da Secção Regional do Sul da OM.

"Os problemas têm vindo a agravar-se de tal forma que levaram à saída, nos últimos anos, de 4800 médicos para a reforma antecipada, setor privado e estrangeiro", afirmou Carlos Arroz, presidente do SIM. Mário Jorge, presidente da FNAM, critica os 116 milhões de euros gastos com as empresas de prestação de serviços, ao invés do investimento no SNS.
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