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Correio da Manhã

Sociedade
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Médicos avançam para os tribunais

Os médicos estão “extraordinariamente descontentes” com uma adenda do Orçamento de Estado que os obriga a trabalhar depois de 24 horas de serviço na Urgência. Os sindicatos dos médicos ponderam avançar para os tribunais com providências cautelares que visam impedir a implementação desta medida, admitiu esta quarta-feira Carlos Arroz, secretário-geral do Sindicato Independente dos Médicos (SIM) no Parlamento.
11 de Janeiro de 2012 às 14:41
Carlos Arroz, secretário-geral do Sindicato Independente dos Médicos (SIM)
Carlos Arroz, secretário-geral do Sindicato Independente dos Médicos (SIM) FOTO: Sérgio Lemos

Segundo aquele responsável, o descontentamento dos médicos leva-os a não fazer mais do que as 100 horas extraordinárias obrigatórias por lei, o que faz com que os Serviços de Urgência de todos os hospitais públicos estejam em risco de não terem profissionais para atender os doentes a partir de finais de Fevereiro.

“Até agora tínhamos o descanso compensatório, que permitia ao médico descansar depois de estar a trabalhar 24 horas num Serviço de Urgência, uma forma de compensar o desgaste físico. O Orçamento de Estado vem retirar esse direito e obriga os médicos a comprar essas horas de descanso”, afirmou Carlos Arroz.

Pilar Vicente, da Federação Nacional dos Médicos, o Ministério da Saúde não iniciou as negociações com os sindicatos dos médicos depois do compromisso assumido no final de Dezembro de 2011, com vista à suspensão da greve às horas extras anunciada pelos profissionais para o início de Janeiro de 2012.

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