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MICRONOVELA

Herança de sangue Há heranças que não se escolhem.

Médicos deixam 117 vagas por preencher

Houve mais concorrentes mas ainda não foram em número suficiente. Sindicato exige melhores condições.

09 de agosto de 2018 às 08:45

Foram abertas 1234 vagas para médicos recém-especialistas, mas não foram todas preenchidas – 117 não tiveram qualquer candidato. No entanto, o número de concorrentes foi muito superior ao do ano passado – passou de 810 para 1117 médicos.

Uma realidade que, segundo o secretário de Estado Adjunto e da Saúde, Fernando Araújo, demonstra que "quanto mais célere for a abertura de concursos, mais capacidade há de captar profissionais". Das 1234 vagas, 378 eram para Medicina Geral e Familiar, nos centros de Saúde, e 856 para áreas de especialidade hospitalar e para saúde pública.

Já Jorge Roque da Cunha, presidente do Sindicato Independente dos Médicos, afirmou que o concurso não foi "tão competente" como os profissionais mereciam. "Foi positivo, mas se houvesse competência por parte do Ministério da Saúde e se criasse condições de estabilidades aos internos, haveria mais gente a concorrer", afirmou, após visita conjunta com o bastonário Miguel Guimarães ao Hospital Egas Moniz.

Os responsáveis foram indagar as denúncias de irregularidades no cumprimento dos programas de formação em especialidades como Reumatologia, Endocrinologia e Pneumologia. Segundo o bastonário, a Ordem acordou com o hospital a correção de casos em que profissionais em formação trabalham sem a tutela de um especialista.

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