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Correio da Manhã

Sociedade
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Médicos reclamam consultas alargadas

Ordem aponta necessidade de 5500 clínicos e defende redução de lista para 1550 utentes.
João Saramago 12 de Fevereiro de 2019 às 01:30
Médicos
Bastonário Miguel Guimarães visitou a USF Baixa, em Lisboa
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Bastonário Miguel Guimarães visitou a USF Baixa, em Lisboa
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Bastonário Miguel Guimarães visitou a USF Baixa, em Lisboa
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A Ordem dos Médicos elaborou uma proposta que define os tempos padrão paras as consultas. As consultas de medicina geral e familiar deverão ter uma duração padrão entre os 30 e os 45 minutos. Os tempos atuais são, contudo, menores, "geralmente de 15 ou 20 minutos", reconheceu o bastonário da Ordem dos Médicos, Miguel Guimarães.

"Não é possível aceitar como inevitável a sobrecarga que atualmente se verifica nas consultas, agendadas com diferenças de escassos minutos, quando não sobrepostas, prejudicando a qualidade da assistência aos doentes", salienta o documento da Ordem.

"Os médicos e os doentes não têm o tempo que deviam ter", disse Miguel Guimarães, que considerou serem necessários mais 5500 médicos no Serviço Nacional de Saúde. Os médicos defendem também que sejam repostas as listas de 1550 utentes, quando hoje são 1900 utentes por médico.

Os tempos para as consultas variam por especialidade. A psiquiatria da infância e adolescência é uma das especialidades que surge com tempo padrão mais elevado, de cerca de 90 minutos.

O documento terá dentro de um mês de ser aprovado em assembleia de representantes da Ordem dos Médicos, sendo depois publicado, como regulamento, no Diário da República.

Mais de metade sofre de doença crónica
Mais de metade dos portugueses têm uma ou mais doenças crónicas. Uma ocorrência mais frequente nas mulheres, nas pessoas com menor escolaridade e nos idosos, segundo dados do Inquérito Nacional de Saúde com Exame Físico.

Os dados divulgados revelam que 19,4% dos inquiridos disseram ter uma doença crónica, 17% apontaram duas, e 10,4%, três patologias. Com quatro ou mais doenças crónicas responderam 10,9%.

Lei de Bases foi para "desviar atenções"
O bastonário da Ordem dos Médicos, Miguel Guimarães, acusa os políticos de falta de vontade de resolver os problemas do Serviço Nacional de Saúde e entende que o foco na alteração da Lei de Bases foi para "desviar atenções".

SAIBA MAIS
1979
1979 é o ano da criação do Serviço Nacional de Saúde (SNS), para assegurar o direito à proteção da saúde, garantido aos cidadãos, bem como aos estrangeiros, apátridas e refugiados.

Unidades presentes
Integram o SNS os agrupamentos de centros de saúde, os estabelecimentos hospitalares e as unidades locais de saúde.
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