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Correio da Manhã

Sociedade
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Meio milhão de jovens saiu do País desde 2009

Menos 25% da população com idades entre os 25 e 39 anos.
João Saramago 12 de Julho de 2020 às 10:01
Emigração
Crianças e jovens
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Crianças e jovens
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Crianças e jovens
O número de pessoas a viver em Portugal diminuiu em quase 300 mil entre 2009 e 2019, apesar do aumento da população idosa e do saldo migratório positivo, segundo um retrato do País divulgado este sábado pela Pordata. Em 2019, viviam em Portugal cerca de 10,3 milhões de pessoas, menos 282 mil pessoas, quando comparado com o ano de 2009.

A maior quebra foi registada no grupo entre os 25 aos 39 anos. Em 2009 eram 2,3 milhões e em 2019 passaram a 1,8 milhões. "Nestes 10 anos, este grupo etário perdeu 530 mil pessoas, o que representa 25%, referiu a presidente da Pordata, Luísa Loura, que explica esta quebra com a emigração. "Houve uma grande saída na altura da anterior crise económica, mas mesmo depois da crise continuaram a sair muitos jovens", disse.

A crise financeira levou Portugal a adotar o programa de ajustamento assinado pelo então primeiro-ministro José Sócrates com a Comissão Europeia, BCE e FMI em maio de 2011. A Troika permaneceu no nosso país por três anos e a contração económica provocou uma queda da natalidade. Entre 2009 e 2019, a população até os 15 anos teve uma quebra de 222 mil habitantes fixando-se, em 2019, em 14% do total da população. Por outro lado, o número de idosos aumentou 18% em igual período e, em 2019, havia mais 350 mil pessoas com mais de 65 anos, em Portugal, do que há dez anos.

600 mil não sabem ler nem escrever
Há cerca de 600 mil pessoas que não sabem ler nem escrever. Os dados apresentados no ‘Retrato de Portugal’, com base nos dados da Fundação Francisco Manuel dos Santos, indicam que 6% da população, em 2019, não tinha qualquer nível de escolaridade. Mesmo assim houve uma evolução positiva face a 2009, quando 11% não tinham concluído qualquer nível de ensino. Os licenciados subiram de 11% para 20% no mesmo período.

Menos sete mil casamentos
A família conheceu uma profunda transformação na última década. O número de casamentos caiu em cerca de sete mil, passando de 40 mil em 2009 para 33 mil no ano passado. As famílias monoparentais cresceram 39%, sendo na sua maior parte idosas que ficaram viúvas.

SAIBA MAIS
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mil nascimentos (57%) ocorreram no ano passado entre pais não casados. Uma subida de 19% face a 2009. Os pais não viviam juntos em 19% dos nascimento, ou seja, em 16 mil bebés os pais não coabitavam.

22% com salário mínimo
Do total de trabalhadores por conta de outrem, 22% recebiam em 2019 o salário mínimo nacional (635 euros). O trabalho parcial é referido por 10% dos empregados. 40% dos trabalhadores por conta de outrem não têm o Ensino Secundário.
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