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Correio da Manhã

Sociedade
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Menos oferta de castanha faz disparar preços

Produtores apontam para uma quebra acima dos 50 por cento.
Tiago Virgílio Pereira e Alexandre Salgueiro 15 de Outubro de 2019 às 09:43
Castanhas
Fernando Santos vai vender o quilo da castanha mais caro do que em 2018
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Fernando Santos vai vender o quilo da castanha mais caro do que em 2018
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Fernando Santos vai vender o quilo da castanha mais caro do que em 2018
Este ano há menos castanha, dizem os produtores do Fundão e de Sernancelhe. A menor oferta faz aumentar o preço do quilo da castanha que apesar de tudo tem "a qualidade assegurada".

Na Beira Baixa, a produção de castanha deverá sofrer uma quebra entre os 50 e os 75%. "Os produtores estão desanimados. Nos últimos três anos a produção tem vindo a diminuir e este outono é uma verdadeira catástrofe", conta ao CM Francisco Reis, proprietário de um souto de 2,5 hectares na aldeia de Peroviseu. "Aqui, tenho castanheiros centenários de onde tirava em média 100 quilos de castanha. Este ano se conseguir apanhar 20 é muito. A castanha está mirrada nos ouriços", diz.

Em Sernancelhe, a quebra também se sente nestes primeiros dias de apanha do fruto. "Podemos falar numa quebra na ordem dos 10 a 20%. Por termos menos oferta é natural que o preço do quilo aumente. Este ano vou vender o quilo a quatro euros, mais caro que no ano passado", explica o produtor Fernando Santos.

"O vento forte dos últimos dias fez cair muitos ouriços, grande parte já abertos e com castanha de qualidade no interior: a martaínha é a melhor castanha do País", complementa José Augusto, 55 anos, produtor há mais de 20.
Fundão Sernancelhe economia negócios e finanças agricultura e pescas agricultura
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