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Correio da Manhã

Sociedade
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Milhares de estudantes portugueses exigiram defesa do clima

Dia foi de protestos em todo o Mundo e Portugal não foi exceção, com manifestações em 51 localidades.
Patrícia Lima Leitão, Rita Monteiro, Tiago Griff, E.N., J.S. e Mário Freire 25 de Maio de 2019 às 09:23
Estudantes portugueses em greve pelo Clima
Estudantes portugueses em greve pelo Clima
Estudantes portugueses em greve pelo Clima
Estudantes portugueses em greve pelo Clima
Estudantes portugueses em greve pelo Clima
Estudantes portugueses em greve pelo Clima
Estudantes portugueses em greve pelo Clima
Estudantes portugueses em greve pelo Clima
Estudantes portugueses em greve pelo Clima
Estudantes portugueses em greve pelo Clima
Estudantes portugueses em greve pelo Clima
Estudantes portugueses em greve pelo Clima
Estudantes portugueses em greve pelo Clima
Estudantes portugueses em greve pelo Clima
Estudantes portugueses em greve pelo Clima
Estudantes portugueses em greve pelo Clima
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Estudantes portugueses em greve pelo Clima
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Estudantes portugueses em greve pelo Clima
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Estudantes portugueses em greve pelo Clima
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Estudantes portugueses em greve pelo Clima
Estudantes portugueses em greve pelo Clima
Estudantes portugueses em greve pelo Clima
Milhares de estudantes portugueses aderiram ao protesto global em defesa do clima e de combate às alterações climáticas e saíram à rua de norte a sul do País, em 51 localidades.

No Porto, foram mais de mil os que se manifestaram em defesa do Planeta. A concentração teve início na praça da República e rumou até à avenida dos Aliados, em frente à câmara municipal. Nos cartazes liam-se frases de revolta como "o inverno não voltará mais", "não há Planeta B", "não deixes para depois o que tem de ser feito agora" e "a nossa luta é todo o dia, pela água, clima e energia".

Os megafones ajudaram a que as vozes ecoassem pelas principais artérias da Invicta. Os jovens defenderam a expansão das energias renováveis e a proibição da exploração de combustíveis fósseis. "Temos de acabar com as centrais de energia que ainda são movidas a carvão no nosso país", disse Bárbara Pereira, aluna.

Em Coimbra, o ministro do Ambiente, João Pedro Matos Fernandes, foi recebido por um protesto de cerca de uma dúzia de pessoas, antes de entrar para uma conferência no Auditório da Reitoria da Universidade de Coimbra. Pela cidade, foram muitos os alunos do Ensino Preparatório, Secundário e Universidade que se manifestaram, da praça da República até à praça 8 de Maio, onde permaneceram concentrados em frente aos Paços do Concelho.

Defenderam um futuro melhor, com palavras de ordem em defesa do meio ambiente, que foram ouvidas por vários autarcas da região que estiveram reunidos na câmara municipal.

Já em Lisboa, o dia da greve climática estudantil começou no Marquês de Pombal e terminou em frente à Assembleia da República, com a presença de 10 a 12 mil estudantes, muitos deles acompanhados por familiares. "Assim nem as vacas dos Açores são felizes", foi um dos slogans do protesto.

No final, os organizadores do protesto desafiaram as centrais sindicais a participar numa greve geral em defesa do ambiente, no dia 27 de setembro. No entanto, tanto a UGT como a CGTP recusaram a participação numa greve geral.

Faltas podem ser justificadas só em algumas escolas
Os pais dos alunos podem justificar as faltas desta sexta-feira alegando que os filhos participaram na greve climática, mas a interpretação pode ser diferente consoante a escola e mesmo consoante o diretor de turma. Em alguns casos as faltas podem ser justificadas e noutros não. Quem o garante é Filinto Lima, presidente da Associação Nacional de Diretores de Agrupamentos e Escolas Públicas.

"Esta é uma situação invulgar e não há uma regra prevista, por isso pode haver situações diversas conforme a escola ou dentro da mesma escola/agrupamento, conforme for a interpretação do diretor de turma", afirmou ao CM.

O CM questionou o Ministério da Educação, que retorquiu que "a competência para análise dessas situações é das escolas".

Filinto Lima admite que aceitaria as justificações. "Se fosse eu aceitaria as justificações, partindo do princípio que os pais são pessoas idóneas, mas admito que possa haver outras interpretações, por não haver uma regra geral", afirma. O diretor sublinha ainda que "esta preocupação é mais dos media do que dos alunos" e destaca que "a maioria dos professores aplaude esta iniciativa dos estudantes".

Sines contesta "concelho poluidor"
Cerca de 400 jovens manifestaram-se em Sines, com palavras de ordem como "um concelho muito poluidor" e "este é um problema atual e não do futuro".

200 em Évora exigem defesa do planeta
Em marcha lenta, da praça do Giraldo até à câmara municipal, cerca de 200 estudantes exigiram em Évora uma mudança das políticas em defesa do Planeta.

Setúbal reclama emergência climática
A exemplo da República da Irlanda e do Reino Unido, jovens em Setúbal apelaram para que seja declarado o estado de emergência climática em Portugal.

PORMENORES
Vaticano apoia protesto
"Os jovens exigem uma mudança de nós", avançou no Vaticano o prefeito do Dicastério para o Serviço do Desenvolvimento Humano Integral. "É a hora de organizar uma intervenção", acrescenta a mensagem.

Hamburgo reúne 17 mil
Na Alemanha, em Hamburgo, cerca de 17 500 jovens reclamaram medidas para a defesa do ambiente. Em Berlim cerca de cinco mil jovens juntaram-se frente às Portas de Brandeburgo. Em Frankfurt, o protesto juntou 4500 estudantes.

51 cidades espanholas
Em Espanha os protestos foram realizados em 51 cidades. Em Madrid, cerca de 500 jovens do movimento ‘Sexta-feira para o futuro’ concentraram-se frente ao Congresso dos Deputados.

Apelo veio da Suécia
O apelo para a greve estudantil partiu da ativista sueca Greta Thunberg (16 anos), que tinha já feito um outro apelo para um protesto em março último.
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