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Milhares prejudicados com teste do 4.º e 6.º ano

Exames em período de aulas não agradam a pais e professores. Provas do 4.º e 6.º ano realizadas por quase 210 mil estudantes.

20 de maio de 2014 às 07:51

Ontem, quase 210 mil alunos do 4º e 6º anos realizaram a prova final de Português em todo o País. Contudo, o exame, considerado "fácil" pelos alunos, não deixou de alterar a rotina de milhares de estudantes que estavam isentos da prova. Os pais queixam-se de que a situação obrigou a que muitas famílias tivessem de deixar os filhos sozinhos. O cenário repete-se amanhã com o exame de Matemática.

"Os exames foram realizados na sede de agrupamento e as escolas não apresentaram alternativas aos estudantes que não realizaram exame. Esta é uma situação a que todos preocupa", frisou ao CM Jorge Ascensão, presidente da Confederação Nacional das Associações de Pais.

A quebra de ritmo num período que já é curto também preocupa os diretores. Adalmiro Fonseca, presidente da Associação Nacional de Diretores de Agrupamentos e Escolas Públicas, aponta o dedo ao Ministério da Educação, devido à falta de diálogo. "Não se falou rigorosamente nada nem houve cooperação. Quem está no terreno, também podia contribuir com ideias para minorar este problema", referiu ao CM.

Durante duas horas, com um intervalo pelo meio, os alunos mais novos foram os primeiros a pegar na caneta. "Foi muito fácil. Consegui fazer tudo e acho que vou ter boa nota", disse ao CM Ana Rita, uma das alunas do 4º ano que realizou o exame na Secundária José Gomes Ferreira, em Benfica, Lisboa. Em Coimbra, o cenário foi idêntico.

"No início estava nervoso, agora estou bem, já acabou. Ainda estou é nervoso para o de Matemática", contou Carlos Pereira, que fez a prova na escola Eugénio de Castro. No 6º ano, a prova, dividida por compreensão e interpretação, gramática e escrita criativa, não intimidou os alunos. "Vou ter boa nota de certeza, estudei durante o ano para esta prova", explicou Vasco Reis, na Escola Básica de Matosinhos.

Também os professores da disciplina aplaudem o exame. "A prova do 4º ano é equilibrada, objetiva e coerente. O vocabulário é adequado", sublinhou ao CM Edviges Ferreira, presidente da Associação de professores de Português.

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