Reunião está marcada para as 18h00 de segunda-feira, nas instalações do Ministério da Educação, Ciência e Inovação (MECI), na sequência do pedido de negociação suplementar apresentado na sexta-feira.
O Ministério da Educação convocou a Fenprof para uma reunião de negociação suplementar na segunda-feira, já depois de o Governo ter aprovado a revisão das habilitações para dar aulas ao 1.º ciclo, que o sindicato contesta.
Em comunicado, a Federação Nacional dos Professores (Fenprof) adianta que a reunião está marcada para as 18h00 de segunda-feira, nas instalações do Ministério da Educação, Ciência e Inovação (MECI), na sequência do pedido de negociação suplementar apresentado na sexta-feira.
A convocatória surge depois de o MECI ter comunicado aos sindicatos, na quarta-feira, que considerava concluído o processo negocial e de o Conselho de Ministros ter aprovado, no dia seguinte, o decreto-lei que permite às escolas com maior carência de professores contratar licenciados em Educação Básica para lecionar no 1.º ciclo antes de concluírem a formação pedagógica.
A Fenprof acredita que o ministério recuou devido à sua insistência e espera que a reunião constitua uma oportunidade de negociação efetiva, em vez de um "novo simulacro de diálogo e negociação".
O sindicato quer encontrar soluções para a falta de professores que não passem pela "redução precipitada da qualificação académica e profissional dos jovens docentes".
Nesse sentido, adianta que voltará a defender a formação profissionalizante como requisito essencial para o exercício da docência e a exigir medidas estruturais de valorização da profissão e da carreira docente.
Para a Fenprof, a proposta do Governo não resolve as causas da falta de professores, não valoriza a profissão e "não é transparente quanto à sua articulação com o novo regime de recrutamento e colocação de docentes", ou seja, não esclarece como pretende compatibilizar a redução das habilitações exigidas com as regras de contratação.
Além disso, os sindicalistas consideram que a alteração legislativa não garante de forma clara o caráter excecional e transitório que a tutela lhe atribui.
"Não há lugar para expedientes que não são soluções para os problemas que afetam, gravemente, o sistema educativo e a Escola Pública", destaca a federação sindical.
No comunicado, a Fenprof recorda ainda que o processo negocial se limitou a uma reunião de apresentação da proposta governamental, à qual respondeu com um parecer enviado em 30 de outubro, sem que o ministério tivesse dado resposta às críticas e alternativas apresentadas.
Na sexta-feira, em conferência de imprensa, o secretário-geral da Fenprof José Feliciano Costa acusou o Governo de "atropelar a negociação coletiva" e anunciou que a federação iria requerer a negociação suplementar, apesar da aprovação do diploma em Conselho de Ministros.
A Fenprof anunciou também que apelaria à intervenção do Presidente da República, pedindo-lhe que ponderasse vetar o decreto-lei, e admitiu apresentar queixa caso se confirmassem irregularidades no processo negocial.
Segundo o comunicado do Conselho de Ministros de quinta-feira, a possibilidade de contratar licenciados em Educação Básica sem formação pedagógica concluída destina-se apenas às escolas com maiores dificuldades em recrutar professores profissionalizados.
O Governo apresenta esta medida como excecional e prevê que os docentes contratados nestas condições concluam posteriormente a formação pedagógica, através de um mestrado em ensino ou da profissionalização em serviço.
Nos últimos anos, o recurso a professores sem formação pedagógica permitiu preencher vagas que ficavam por ocupar, mas, no 1.º ciclo, essa possibilidade estava limitada ao grupo de recrutamento 120, de Inglês.
Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?
Envie para geral@cmjornal.pt
o que achou desta notícia?
concordam consigo
A redação do CM irá fazer uma avaliação e remover o comentário caso não respeite as Regras desta Comunidade.
O seu comentário contem palavras ou expressões que não cumprem as regras definidas para este espaço. Por favor reescreva o seu comentário.
O CM relembra a proibição de comentários de cariz obsceno, ofensivo, difamatório gerador de responsabilidade civil ou de comentários com conteúdo comercial.
O Correio da Manhã incentiva todos os Leitores a interagirem através de comentários às notícias publicadas no seu site, de uma maneira respeitadora com o cumprimento dos princípios legais e constitucionais. Assim são totalmente ilegítimos comentários de cariz ofensivo e indevidos/inadequados. Promovemos o pluralismo, a ética, a independência, a liberdade, a democracia, a coragem, a inquietude e a proximidade.
Ao comentar, o Leitor está a declarar que é o único e exclusivo titular dos direitos associados a esse conteúdo, e como tal é o único e exclusivo responsável por esses mesmos conteúdos, e que autoriza expressamente o Correio da Manhã a difundir o referido conteúdo, para todos e em quaisquer suportes ou formatos actualmente existentes ou que venham a existir.
O propósito da Política de Comentários do Correio da Manhã é apoiar o leitor, oferecendo uma plataforma de debate, seguindo as seguintes regras:
Recomendações:
- Os comentários não são uma carta. Não devem ser utilizadas cortesias nem agradecimentos;
Sanções:
- Se algum leitor não respeitar as regras referidas anteriormente (pontos 1 a 11), está automaticamente sujeito às seguintes sanções:
- O Correio da Manhã tem o direito de bloquear ou remover a conta de qualquer utilizador, ou qualquer comentário, a seu exclusivo critério, sempre que este viole, de algum modo, as regras previstas na presente Política de Comentários do Correio da Manhã, a Lei, a Constituição da República Portuguesa, ou que destabilize a comunidade;
- A existência de uma assinatura não justifica nem serve de fundamento para a quebra de alguma regra prevista na presente Política de Comentários do Correio da Manhã, da Lei ou da Constituição da República Portuguesa, seguindo a sanção referida no ponto anterior;
- O Correio da Manhã reserva-se na disponibilidade de monitorizar ou pré-visualizar os comentários antes de serem publicados.
Se surgir alguma dúvida não hesite a contactar-nos internetgeral@medialivre.pt ou para 210 494 000
O Correio da Manhã oferece nos seus artigos um espaço de comentário, que considera essencial para reflexão, debate e livre veiculação de opiniões e ideias e apela aos Leitores que sigam as regras básicas de uma convivência sã e de respeito pelos outros, promovendo um ambiente de respeito e fair-play.
Só após a atenta leitura das regras abaixo e posterior aceitação expressa será possível efectuar comentários às notícias publicados no Correio da Manhã.
A possibilidade de efetuar comentários neste espaço está limitada a Leitores registados e Leitores assinantes do Correio da Manhã Premium (“Leitor”).
Ao comentar, o Leitor está a declarar que é o único e exclusivo titular dos direitos associados a esse conteúdo, e como tal é o único e exclusivo responsável por esses mesmos conteúdos, e que autoriza o Correio da Manhã a difundir o referido conteúdo, para todos e em quaisquer suportes disponíveis.
O Leitor permanecerá o proprietário dos conteúdos que submeta ao Correio da Manhã e ao enviar tais conteúdos concede ao Correio da Manhã uma licença, gratuita, irrevogável, transmissível, exclusiva e perpétua para a utilização dos referidos conteúdos, em qualquer suporte ou formato atualmente existente no mercado ou que venha a surgir.
O Leitor obriga-se a garantir que os conteúdos que submete nos espaços de comentários do Correio da Manhã não são obscenos, ofensivos ou geradores de responsabilidade civil ou criminal e não violam o direito de propriedade intelectual de terceiros. O Leitor compromete-se, nomeadamente, a não utilizar os espaços de comentários do Correio da Manhã para: (i) fins comerciais, nomeadamente, difundindo mensagens publicitárias nos comentários ou em outros espaços, fora daqueles especificamente destinados à publicidade contratada nos termos adequados; (ii) difundir conteúdos de ódio, racismo, xenofobia ou discriminação ou que, de um modo geral, incentivem a violência ou a prática de atos ilícitos; (iii) difundir conteúdos que, de forma direta ou indireta, explícita ou implícita, tenham como objetivo, finalidade, resultado, consequência ou intenção, humilhar, denegrir ou atingir o bom-nome e reputação de terceiros.
O Leitor reconhece expressamente que é exclusivamente responsável pelo pagamento de quaisquer coimas, custas, encargos, multas, penalizações, indemnizações ou outros montantes que advenham da publicação dos seus comentários nos espaços de comentários do Correio da Manhã.
O Leitor reconhece que o Correio da Manhã não está obrigado a monitorizar, editar ou pré-visualizar os conteúdos ou comentários que são partilhados pelos Leitores nos seus espaços de comentário. No entanto, a redação do Correio da Manhã, reserva-se o direito de fazer uma pré-avaliação e não publicar comentários que não respeitem as presentes Regras.
Todos os comentários ou conteúdos que venham a ser partilhados pelo Leitor nos espaços de comentários do Correio da Manhã constituem a opinião exclusiva e única do seu autor, que só a este vincula e não refletem a opinião ou posição do Correio da Manhã ou de terceiros. O facto de um conteúdo ter sido difundido por um Leitor nos espaços de comentários do Correio da Manhã não pressupõe, de forma direta ou indireta, explícita ou implícita, que o Correio da Manhã teve qualquer conhecimento prévio do mesmo e muito menos que concorde, valide ou suporte o seu conteúdo.
ComportamentoO Correio da Manhã pode, em caso de violação das presentes Regras, suspender por tempo determinado, indeterminado ou mesmo proibir permanentemente a possibilidade de comentar, independentemente de ser assinante do Correio da Manhã Premium ou da sua classificação.
O Correio da Manhã reserva-se ao direito de apagar de imediato e sem qualquer aviso ou notificação prévia os comentários dos Leitores que não cumpram estas regras.
O Correio da Manhã ocultará de forma automática todos os comentários uma semana após a publicação dos mesmos.
Para usar esta funcionalidade deverá efetuar login.
Caso não esteja registado no site do Correio da Manhã, efetue o seu registo gratuito.
Escrever um comentário no CM é um convite ao respeito mútuo e à civilidade. Nunca censuramos posições políticas, mas somos inflexiveis com quaisquer agressões. Conheça as
Inicie sessão ou registe-se para comentar.