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Correio da Manhã

Sociedade
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Ministra defende negociação

Perante a a iminência de novas greves dos enfermeiros, a ministra da Saúde, Ana Jorge, avançou que “não é em clima de confronto” que se pode avançar na discussão da revisão das suas carreiras. A_declaração foi feita no Porto, à margem da inauguração do novo aparelho de angiografia bi-planar do Hospital Santo António.

19 de Fevereiro de 2009 às 00:30
Ana Jorge esteve ontem no Porto
Ana Jorge esteve ontem no Porto FOTO: João Abreu Miranda, Lusa

“O que temos dito aos Sindicatos é que não é em clima de greves e de protestos que se faz a discussão da carreira”, disse a ministra. Ana Jorge defendeu que a carreira da enfermagem tem de ser “bem pensada e bem discutida” e que o ministério da Saúde está empenhado que todas as carreiras técnicas e da saúde, tenham o seu espaço e a existência.

A  ministra considerou ainda que as taxas moderadoras  têm um valor pedagógico, na véspera de o Parlamento discutir as propostas da Oposição para eliminação ou redução das mesmas. “O processo das taxas moderadoras é uma discussão recorrente dos partidos da Oposição e sobre isso defendemos que elas não sustentam o sistema, mas têm um valor financeiro considerável”, disse Ana Jorge, insistindo que estas têm um efeito “educativo e pedagógico”. Para hoje foram agendadas votações de diplomas da oposição para isenção total de taxas moderadoras nas cirurgias de ambulatório (CDS-PP e PSD) e revogação das taxas moderadoras (Bloco de Esquerda e PCP).

Ainda sobre as notícias de um estudo que avançava que os doentes oncológicos tinham mais probabilidades de sobreviver no Sul, a ministra defendeu que  a Registo Oncológico Regional (ROR) do Sul tem tido capacidade de ter melhores registos. “Significa que quando temos melhores registos temos também melhores campos de análise. Isso faz com que não possamos comparar com outros ROR”, adiantou.

Quanto ao facto de o Porto e Braga estarem a baixo da média nacional de médicos de família por dez mil habitantes (6,39), a ministra não se mostrou surpreendida com os números. “Aquilo que está anotado é que haja alguma assimetria, nomeadamente no Porto, e por isso foi dado grande ênfase a criação de Unidades de Saúde Familiares e esta é a região que mais tem”, salientou, tendo ainda acrescentado que há cem médicos de família a acabar formação e que atenuaram estes números.

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