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Correio da Manhã

Sociedade
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Ministro anuncia investimento em oncologia

Numa visita ao IPO de Lisboa, Paulo Macedo frisou que o investimento no tratamento do cancro é prioritário.
5 de Outubro de 2013 às 13:40
Paulo Macedo acompanhado pelo presidente do IPO, Francisco Ramos, visita a área remodelada do Pavilhão de Medicina do IPO de Lisboa
Paulo Macedo acompanhado pelo presidente do IPO, Francisco Ramos, visita a área remodelada do Pavilhão de Medicina do IPO de Lisboa FOTO: ANDRE KOSTERS/LUSA

O ministro da Saúde destacou este sábado a importância do mecenato na área da saúde, mas garantiu que apesar da crise o investimento público na área da oncologia vai aumentar porque é prioritária.

Paulo Macedo falava no âmbito da inauguração de uma área remodelada do Pavilhão de Medicina do Instituto Português de Oncologia de Lisboa, cujas obras resultaram de um financiamento da Fundação EDP.

"Vemos normalmente o mecenato ser dirigido para a área da cultura", não tendo ainda alcançado essa visibilidade e dimensão na saúde, lamentou o ministro, congratulando-se contudo com este apoio e "projetos concretos que vão melhorar a vida das pessoas e que complementam o grande investimento que o Serviço Nacional de Saúde faz no dia-a-dia no IPO". Paulo Macedo espera que esse investimento continue a ser feito e aumente para poder dar resposta "às necessidades orçamentais crescentes na oncologia, no presente e no futuro".

Para Paulo Macedo, trata-se de uma questão de escolhas e explica há áreas menos necessitadas, como as maternidades, dado que existe uma quebra demográfica, e há outras, como a oncologia e os cuidados continuados em que é preciso continuar a investir, "da mesma forma que, mesmo com a crise, é preciso ter mais fundos para a área da prevenção", explicou.

A sala inaugurada no sábado vai recebe diariamente 600 pessoas e todos os seus acompanhantes. Esta iniciativa privada, que contou ainda com o apoio de uma fundação inglesa (Claude e Sofia Marion) permitiu renovar a sala de espera do Pavilhão de Medicina e vários gabinetes médicos, onde todos os anos se realizam mais de 200 mil consultas.

No final da cerimónia, questionado pelos jornalistas sobre algumas taxas moderadoras que alegadamente estarão a ser cobradas em alguns IPO, o ministro garantiu que a devolução aos utentes, em "situações pontuais de cobrança indevida", será "feita de forma adequada".

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