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Correio da Manhã

Sociedade
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Ministro da Defesa quer investimento português e espanhol no setor militar europeu

Governante explicou que "é natural que na Europa tenha surgido uma maior preocupação em matéria de Defesa".
17 de Maio de 2019 às 15:47
João Gomes Cravinho
Ministro da Defesa, João Gomes Cravinho

João Gomes Cravinho
João Gomes Cravinho, ministro da Defesa Nacional
João Gomes Cravinho
Ministro da Defesa, João Gomes Cravinho

João Gomes Cravinho
João Gomes Cravinho, ministro da Defesa Nacional
João Gomes Cravinho
Ministro da Defesa, João Gomes Cravinho

João Gomes Cravinho
João Gomes Cravinho, ministro da Defesa Nacional
O ministro da Defesa Nacional, João Gomes Cravinho, apelou esta sexta-feira à participação do "tecido empresarial, tecnológico e industrial" de Portugal e Espanha no setor militar europeu para lidar com as ameaças que a União Europeia (UE) enfrenta.

Falando durante um almoço organizado pela Câmara do Comércio e Industria Luso Espanhola (CCILE), em Lisboa, o governante explicou que "é natural que na Europa tenha surgido uma maior preocupação em matéria de Defesa".

"Necessitamos agora que o nosso tecido empresarial, tecnológico e industrial identifique setores onde possa participar e que se dinamizem as necessárias parcerias entre setor público, setor privado, investigação e Forças Armadas", referiu, diante de uma plateia de empresários, acrescentando que há benefícios em colocar ambos os países "na defesa e na economia do século XXI".

João Gomes Cravinho afirmou que já não se pensa "em controlar um território" e exemplificou novas ameaças que os países europeus enfrentam: "Temos desafios que resultam da ciber-realidade, da realidade das nossas sociedades, que além de abertas e democráticas, são cada vez mais dependentes da tecnologia, o que cria uma vulnerabilidade cada vez maior. Temos desafios que resultam da utilização não sustentável de recursos naturais."

Mas, "nem tudo é novo" e as "ameaças tradicionais continuam a existir", acrescentou.

O ministro da Defesa lembrou "a ameaça do terrorismo que Espanha tem sentido", que "não deixa ninguém isento, alheio a essa possibilidade de atentados terroristas".

Por isso, o governante salientou que é necessário criar "mecanismos importantes para saber dar resposta a essa Europa da defesa".

"As nossas indústrias de Defesa [de Portugal e Espanha] têm de saber cada vez mais fazer parte dessa indústria europeia", salientou, acrescentando que se está a pensar "na proteção e na defesa daquilo que é a nossa forma de vida."

João Gomes Cravinho reforçou ainda que os "estados-membros da União Europeia, no seu conjunto, são já o segundo maior investidor militar mundial" e apelou à convergência entre as indústrias portuguesa e espanhola neste sentido.

"Parece-me claro que, daqui por meia dúzia de anos, teremos uma capacidade de atuação militar europeia muito maior do que a que existe e, por trás disso, tem de haver um tecido económico", finalizou.
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