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Correio da Manhã

Sociedade
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Ministro rejeita ideia de que haja vagas a mais para médicos

O ministro do Ensino Superior, Mariano Gago, negou esta segunda-feira que o aumento de vagas para os cursos de Medicina e Direito não corresponda a saídas profissionais, depois dos receios e críticas manifestadas pelos bastonários destas duas áreas.
12 de Julho de 2010 às 19:43
Gago sublinha: "Houve um esforço enorme das instituições públicas de Ensino Superior no aumento do número de vagas"
Gago sublinha: 'Houve um esforço enorme das instituições públicas de Ensino Superior no aumento do número de vagas' FOTO: Jorge Paula/CM

"Houve um esforço enorme das instituições públicas de Ensino Superior no aumento do número de vagas", disse o ministro, citado pela agência Lusa, acompanhado pelo presidente do Conselho de Reitores das Universidades Portuguesas (CRUP), António Rendas, e pelo presidente do Instituto Politécnico de Portalegre, Joaquim Mourato, em representação do Conselho Coordenador dos Institutos Superiores Politécnicos (CCISP).  

O ministro frisou que das 2068 novas vagas este ano para o Ensino Superior, 1600 são em regime pós-laboral, o que corresponde a uma necessidade do País. "Há uma procura crescente e significativa de pessoas na sociedade portuguesa que estão a trabalhar e querem melhorar as suas qualificações. São elas que sabem", afirmou o ministro.  

"No concurso nacional de acesso há mais 26 vagas em Medicina: 25 na  Universidade da Beira Interior e uma na Universidade de Coimbra", referiu,  acrescentando que relativamente aos cursos para licenciados, como na Universidade do Algarve e noutras faculdades de Medicina, no ano passado entraram 118  licenciados. São postas a concurso 135 vagas este ano.  

Segundo o ministro, o grande aumento de vagas para licenciados vai verificar-se no próximo ano, com a abertura de um novo curso de Medicina na Universidade de Aveiro, que começará dentro de um ano com 40 vagas para licenciados e com o aumento da capacidade de inscrição de estudantes da Universidade do Algarve, também nesta área, que passará de 32 para 64, além de por lei Portugal ser pela primeira vez obrigado a aumentar o número de vagas para licenciados. 

O ministro garantiu vagas de internato, afirmando ter obtido esta segunda-feira essa confirmação da ministra da Saúde, Ana Jorge, depois de ler as declarações do bastonário da Ordem dos Médicos, Pedro Nunes, que manifestou receios a esse nível quando questionado sobre o aumento do número de vagas em Medicina. 

"Todos os cidadãos sabem que precisamos de mais médicos, senão não era preciso virem médicos estrangeiros", declarou.  

Mariano Gago destacou a capacidade das faculdades portuguesas para formar esses profissionais. Frisou ainda que são as instituições a decidir o número de vagas, em função da capacidade que têm e não o ministério.  

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