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Correio da Manhã

Sociedade

Morre dois dias após mudar de hospital

Mulher ficou dois dias num corredor do Hospital de Santa Maria da Feira por falta de vaga para internamento.
Francisca Genésio 28 de Novembro de 2019 às 01:30
Hospital de São Sebastião, Santa Maria da Feira
Vanda Couceiro é irmã de Dídia
Teresa Marques, viúva
Hospital de São Sebastião, Santa Maria da Feira
Vanda Couceiro é irmã de Dídia
Teresa Marques, viúva
Hospital de São Sebastião, Santa Maria da Feira
Vanda Couceiro é irmã de Dídia
Teresa Marques, viúva

Uma mulher de 74 anos morreu dois dias após ter sido transferida do Centro Hospitalar de Vila Nova de Gaia/Espinho (CHVNGE) para o Centro Hospitalar de Entre o Douro e Vouga (CHEDV). O caso, que remonta a 6 de fevereiro, foi denunciado à Entidade Reguladora da Saúde (ERS).

A idosa estava internada desde o dia 27 de dezembro de 2018, em Gaia, na sequência de um atropelamento. A 4 de fevereiro foi transferida para o Hospital de Santa Maria da Feira, que integra o CHEDV. Ficou dois dias no corredor da Urgência por "falta de vaga para internamento", admite o CHEDV na resposta à ERS. Na decisão, a ERS considera "inadmissível" a decisão de transferência da utente e emitiu uma instrução às unidades hospitalares para que adotem medidas que garantam o acompanhamento dos utentes .

Numa outra decisão, conhecida esta quarta-feira, a ERS emitiu outra instrução ao CHVNGE porque a falta de embriologistas impediu, em 2018, o tratamento de três casos de Procriação Medicamente Assistida. O mesmo aconteceu no Hospital de Guimarães e valeu-lhe, também, uma instrução. A ERS considerou ainda não estar a ser cumprido o direito das utentes à Interrupção Voluntária da Gravidez no Centro Hospitalar do Oeste e emitiu uma instrução para acabar com as "barreiras" ao processo.

Hospital de Cascais alvo de instrução por morte em aborto
Em fevereiro, o CM denunciou, em exclusivo, a história de Dídia Couceiro, de 44 anos, que morreu em outubro de 2018 enquanto realizava um aborto no Hospital de Cascais. Ministério Público (MP) e ERS investigaram o caso. Na decisão, conhecida esta quarta-feira, a ERS decidiu emitir uma instrução ao Agrupamento de Centros de Saúde de Sintra e ao Hospital de Cascais por considerar que as duas instituições não garantiram os "direitos e interesses" da utente. Garante dar conhecimento da deliberação ao MP e Ordens dos Médicos e dos Enfermeiros.
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