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Correio da Manhã

Sociedade
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Morreu idosa internada com Covid-19 no lar ilegal de Évora

Centro regista 31 utentes e 10 funcionários infetados com Covid-19.
Hugo Rainho e Lusa 17 de Setembro de 2020 às 12:54
Idosa
Idosa FOTO: Getty Images
Uma idosa de 88 anos, utente de um lar ilegal de Évora, que estava internada no Hospital do Espírito Santo de Évora, morreu esta quarta-feira à noite vítima do coronavírus.

Dos outros três utentes do Lar da Quinta da Sizuda, na periferia de Évora e onde foi detetado um surto de covid-19, que se encontravam internados no hospital, dois ainda permanecem na unidade, já que "um outro utente teve alta clínica para o lar".

"Temos, de momento, apenas dois utentes do lar internados na enfermaria 'covid', um homem e uma mulher, ambos de 80 anos", disse fonte do hospital à agência Lusa.

O primeiro caso de covid-19 detetado neste lar ilegal da cidade foi o de um idoso que foi transportado, há precisamente uma semana, para o HESE, onde fez o teste à doença, que deu positivo.

Na sexta-feira, foram realizados testes aos restantes utentes e a todos os funcionários do lar, tendo sido verificado que todos estavam infetados.

No total, segundo as mais recentes informações divulgadas pela Câmara de Évora, na terça-feira, havia 52 pessoas diretamente atingidas por este surto da doença provocada pelo novo coronavírus SARS-CoV-2.

Ao contrário do que tinha sido avançado, são afinal 31 os utentes infetados com Covid-19 e 10 os funcionários. O número anterior apontava para 29 utentes infetados. 

Contactada esta quinta-feira pela Lusa, fonte da Administração Regional de Saúde (ARS) do Alentejo revelou que o número de casos na comunidade passou para 13 e disse que "continua a decorrer o rastreio epidemiológico de contactos, o que implica a realização de mais testes".

No Lar da Quinta da Sizuda encontram-se 28 utentes e nove trabalhadores, todos infetados com covid-19. Os idosos aguardam transferência para uma residência de estudantes na cidade, cedida pela Universidade de Évora.

O presidente da câmara, Carlos Pinto de Sá, chegou a referir aos jornalistas que a transferência deveria acontecer "entre terça e quarta-feira", depois de a residência universitária ser preparada para o efeito, mas até hoje não foi concretizada.

O Plano Municipal de Emergência de Proteção Civil de Évora foi ativado na segunda-feira ao final da tarde, por determinação da Comissão Municipal de Proteção Civil do concelho, numa reunião extraordinária.

Na mesma reunião, a comissão deliberou, entre outras matérias, solicitar ao Agrupamento de Centros de Saúde (ACES) Alentejo Central, em articulação com o HESE, "o seguimento clínico dos utentes, até à determinação da cura", e ao Centro Distrital de Segurança Social "a substituição da equipa de trabalhadores" que atualmente acompanha os utentes, dado que "a maioria se encontra infetada".

De acordo com o autarca de Évora, o lar está ilegal por se localizar numa zona da cidade cujo plano de urbanização não permite este tipo de estruturas.

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