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Correio da Manhã

Sociedade
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Morreu o cónego Rui Osório, pároco na Foz do Douro

Jornalista e cronista tinha 77 anos.
31 de Maio de 2018 às 13:55
Rui Osório
Rui Osório
Rui Osório
Rui Osório com o Papa João Paulo II
Rui Osório
Rui Osório
Rui Osório
Rui Osório com o Papa João Paulo II
Rui Osório
Rui Osório
Rui Osório
Rui Osório com o Papa João Paulo II
O cónego Rui Osório, pároco na Foz do Douro, no Porto, morreu esta quinta-feira aos 77 anos. O padre foi discípulo de D. António, o bispo do Porto que Salazar exilou, e fundou o jornal Voz Portucalense.

Rui Osório lutou contra a ditadura e chegou a ver as suas homilias serem gravadas por polícias. Depois do 25 de Abril, e com a permissão de D.António Ferreira Gomes, o pároco tornou-se jornalista profissional. 

Começou a trabalhar em 1977 no Jornal de Notícias onde chegou a chefe de redação. Aos 65 anos o cónego reformou-se mas continuou a escrever a sua coluna sobre religião no jornal.

Rui Osório foi ordenado em 1964 e durante dois anos, nos últimos da faculdade, fez um programa semanal na Rádio Renascença. Chegou ainda a escrever prosa para alguns jornais.

"Ainda estudante de Teologia tive dois programas na Rá­dio Renascença, o Colóquio e o Horizontes Pastorais, em que dialoga­va com os ouvintes e que me deram bastante desembaraço. Eram ouvidos à hora do almoço no seminário. E no quarto ano fui funda­dor de uma revista, a Ensaios, de que só saíram três números", contou Rui Osório em entrevista ao Correio do Porto em 2014. 

Em 1970, o cónego deu aulas de Religião e Moral na Escola Industrial de Gaia e integrou a equipa fundadora da Voz Portucalense.

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