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Mortalidade associada à Covid-19 revela abrandamento mas ainda acima do dobro do limiar, diz relatório

"A 20 de junho, a mortalidade específica por covid-19 registou um valor de 48,6 óbitos a 14 dias por um milhão de habitantes".
Lusa 24 de Junho de 2022 às 21:32
Em maio deste ano morreram 10 323 pessoas em Portugal, mais 1697 que no mesmo mês do ano passado
Em maio deste ano morreram 10 323 pessoas em Portugal, mais 1697 que no mesmo mês do ano passado FOTO: Nuno André Ferreira
A mortalidade por covid-19 regista um abrandamento, apesar de ainda ser mais do dobro do limiar europeu, refere o relatório sobre a pandemia, que adianta que se registaram mais de 303 mil suspeitas de reinfeção em Portugal.

"A 20 de junho, a mortalidade específica por covid-19 registou um valor de 48,6 óbitos a 14 dias por um milhão de habitantes, o que revela um abrandamento da tendência crescente, com possível inversão para decrescente", refere o documento da Direção-Geral da Saúde (DGS) e do Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA) hoje divulgado.

Apesar disso, este valor de 48,6 óbitos é ainda superior ao limiar de 20 óbitos em 14 dias por um milhão de habitantes definido pelo Centro Europeu de Controlo de Doenças (ECDC), refere o documento, que avança que a mortalidade por todas as causas encontra-se acima dos valores esperados para a época do ano, em parte associado à mortalidade específica por covid-19.

Quanto à ocupação hospitalar por casos de infeção pelo SARS-CoV-2, o relatório indica que se registou uma tendência decrescente, com 1.743 internados na segunda-feira, o que representa uma redução de 8% em relação ao mesmo dia da semana anterior.

As unidades de cuidados intensivos estavam com uma ocupação de 33% do limiar definido de 255 camas ocupadas, quando na semana anterior este indicador estava nos 34,8%, e apresentavam também uma tendência decrescente.

Desde o início da pandemia e até segunda-feira, Portugal registou 5.079.185 casos de infeção por SARS-CoV-2 e, desse total, "303.140 são episódios de suspeitas de reinfeção, o que perfaz 6% do total de casos", refere o relatório da DGS e do INSA.

De acordo com o documento, a maior percentagem de reinfeções reportada entre 91 e 180 dias ocorreu durante a predominância da linhagem BA.5 da variante Ómicron, que é agora "claramente dominante em Portugal, apresentando uma frequência relativa estimada de 88%".

"É expectável a manutenção da diminuição da procura de cuidados de saúde. Deve ser mantida a vigilância da situação epidemiológica da covid-19, recomendando-se fortemente o reforço das medidas de proteção individual, a vacinação de reforço e a comunicação frequente destas medidas à população", aconselha o relatório.

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