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Morte de menina após duas idas às Urgências da CUF Almada foi por falta de cuidados

Foi determinado que não foram assegurados os cuidados de saúde.

16 de fevereiro de 2021 às 09:26
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Morte de menina após duas idas às Urgências da CUF Almada foi por falta de cuidados

A Entidade Reguladora da Saúde (ERS) deliberou que “não foram assegurados os cuidados de saúde de que necessitava” uma menina de 12 anos que morreu a 22 de dezembro de 2019 por possível rutura do baço, depois de ter sido observada duas vezes no serviço de urgência da clínica CUF Almada.A CUF Almada remeteu para a entidade reguladora uma exposição dos factos onde esclarece que tomou “devida nota das conclusões do “Relatório do Processo Interno de Averiguações” levado a cabo no âmbito do caso em avaliação”. À data da avaliação da ERS estavam em fase de “implementação normas no que refere a monitorização de doentes”.

A intervenção da ERS ocorreu após a morte ter sido noticiada no Correio da Manhã, a 6 de janeiro de 2020. Leonor deslocou-se às urgências por duas vezes, a 18 e 21 de dezembro de 2019, tendo sido apenas “prescrita medicação para as dores”. Perante o agravar do estado de saúde deu entrada no Hospital Garcia de Orta, em Almada, onde morreu, um dia depois. A ERS deliberou que a CUF Almada “desrespeitou os legítimos interesses do utente”. Determinou ainda a entidade a necessidade da clínica na criação de condições para “garantir a realização de todos os meios de diagnóstico” e “assegurar que os registos dos utentes são fiáveis”. A deliberação, ontem tornada pública num conjunto de 56 decisões, indica que a exposição foi encaminhada para a Ordem dos Médicos, entidade competente para avaliar a prática médica. Todo o material recolhido foi também remetido para o Ministério Público, para o desenvolvimento da investigação levada a cabo na Justiça.

A CUF Almada remeteu para a entidade reguladora uma exposição dos factos onde esclarece que tomou “devida nota das conclusões do “Relatório do Processo Interno de Averiguações” levado a cabo no âmbito do caso em avaliação”. À data da avaliação da ERS estavam em fase de “implementação normas no que refere a monitorização de doentes”.

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