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MICRONOVELA

Herança de sangue Há heranças que não se escolhem.

Morte súbita cardíaca: 95% morrem sem ajuda

Em 90 a 95 por cento dos casos, uma vítima de morte súbita cardíaca sem socorro acaba por morrer. Estima-se até que haja 27 vítimas por dias devido a estas circunstâncias, mais do que o cancro, AVC e a sida juntos.

15 de março de 2010 às 15:43

Quem o diz é a Associação Portuguesa de Arritmologia, Pacing e Electrofisiologia (APAPE) e a Associação Portuguesa de Médicos de Clínica Geral (APMCG) que lançam na quinta-feira, em conjunto, a campanha nacional ‘Salve o seu Coração’, para alertar os portugueses para os perigos das arritmias cardíacas.

De acordo com João Primo, presidente da APAPE, “a morte súbita cardíaca ocorre repentinamente, sem previsão, sem sinais de trauma ou violência, sem escolher local e idades” e o problema tende a ser “subvalorizado”, mesmo podendo ocorrer em pessoas aparentemente saudáveis ou atletas.

Já João Sequeira Carlos, presidente da APMCG, alerta para os sinais: “Dores no peito, palpitações ou perdas de consciência são possíveis sintomas de uma arritmia cardíaca. Os pacientes que apresentem estes sintomas devem consultar o seu médico de família de modo a detectar e corrigir possíveis factores de ricos de morte súbita cardíaca. Através de uma avaliação clínica e eventuais exames complementares o seu médico de família está numa posição privilegiada para o fazer.”

A morte súbita cardíaca é uma perda súbita do pulso e da consciência causada por uma falha inesperada da capacidade do coração bombear eficazmente o sangue para o cérebro e para todo o corpo.

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