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Correio da Manhã

Sociedade
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Movimento contra a "troika" quer mil assinaturas

O movimento "Em defesa de um Portugal soberano e desenvolvido" ultrapassou os 500 subscritores e pretende duplicar, no final de verão, o número de pessoas contra o memorando da 'troika', segundo um dos membros da comissão promotora.
26 de Junho de 2012 às 17:09
Sindicalista José Ernesto Cartaxo da Comissão explicou que a oposição ao memorando pretende ser feita por este movimento de forma "descentralizada" por todo o país
Sindicalista José Ernesto Cartaxo da Comissão explicou que a oposição ao memorando pretende ser feita por este movimento de forma 'descentralizada' por todo o país FOTO: José Barradas/CM

Em declarações à Agência Lusa, o sindicalista José Ernesto Cartaxo da Comissão explicou que a oposição ao memorando pretende ser feita por este movimento de forma "descentralizada" por todo o país.

Lançado em Dezembro do ano passado, o apelo teve inicialmente 24 subscritores, entre sindicalistas, professores universitários, escritores, arquitectos, um juiz, uma actriz e uma realizadora.

Entre os nomes dos primeiros apoiantes estão os escritores Mário Carvalho e Alice Viera, os arquitectos Álvaro Siza Vieira e Eduardo Souto Moura, a activista católica Deolinda Machado e a realizadora Raquel Freire.

O apelo surgiu depois da assinatura do memorando da "troika" pelos partidos que formam a maioria governamental e o PS, explicou o sindicalista José Ernesto Cartaxo à Lusa.

O texto subscrito apela a todos os "democratas e patriotas para que manifestem a sua opinião e para que inscrevam, como imperativo patriótico da sua intervenção cívica e política, a denúncia e a rejeição" do memorando da 'troika'.

Os agora mais de 500 subscritores acreditam ser "possível encetar um caminho de crescimento, de valorização do trabalho e de dignificação das condições de vida do povo português".

José Ernesto Cartaxo referiu tratar-se de um "movimento de opinião que alerte para o conteúdo e consequências" do memorando, que é caracterizado pelos subscritores como um "pacto de declínio e empobrecimento intolerável".

A subscrição do documento tem sido feita através de contactos personalizados e o objectivo actual é rondar as mil assinaturas após o período das férias de verão.

Em Maio, realizou-se uma conferência na Casa do Alentejo, em Lisboa, com a participação de Guilherme da Fonseca, juiz jubilado do Tribunal Constitucional, António Avelãs Nunes, professor universitário e Teresa Villaverde, cineasta, subscritores do movimento.

Para 6 Julho, está marcado uma nova reunião no Porto, com Alfredo Maia, presidente do Sindicato dos Jornalistas, e os professores universitários António Avelãs Nunes e Manuel Loff. Previstas estão conferências para Aveiro e Braga.

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