page view

Mulheres são quem mais pede ajuda psicológica ao INEM

Principais motivos para os pedidos de ajuda a este serviço foram pensamentos suicidas, alteração emocional ou incidente crítico.

05 de setembro de 2024 às 17:40

As mulheres foram quem mais recorreu aos serviços do Centro de Apoio Psicológico e Intervenção em Crise (CAPIC) do INEM nos primeiros oito meses do ano. Os principais motivos para os pedidos de ajuda a este serviço foram pensamentos suicidas, alteração emocional ou incidente crítico. A informação foi divulgada no site do Serviço Nacional de Saúde na quarta-feira, quando se assinalou o Dia Nacional do Psicólogo. 

Entre janeiro e agosto, o CAPIC, serviço direcionado para o atendimento das necessidades psicossociais da população, registou 4 837 chamadas de utentes que necessitaram de intervenção psicológica, sendo que 64% deles eram do sexo feminino.

São também estes profissionais que garantem o apoio psicológico às chamadas telefónicas recebidas nos Centros de Orientação de Doentes Urgentes (CODU) do INEM 24 horas por dia. 

O CAPIC foi criado em 2004 e é atualmente constituído por uma equipa de 31 psicólogos clínicos com formação específica em intervenção psicológica em crise, emergências psicológicas e intervenção psicossocial em catástrofe.

O serviço poderá ser contactado através do Número Europeu de Emergência – 112, em situações de crise psicológica, comportamentos suicidas, situações de abuso/violência física ou sexual, entre outras situações. Durante a chamada, colabore e responda a todas as perguntas que lhe forem colocadas, cumprindo as indicações transmitidas.

No mesmo período, as Unidades Móveis de Intervenção Psicológica de Emergência (UMIPE) foram acionadas para 922 situações. Estes valores representam um aumento face ao período homólogo no ano passado, quando foram registadas menos 292 situações. 

O acionamento da UMIPE pode acontecer em diferentes contextos, por exemplo, para apoio no início do processo de luto na sequência de morte inesperada e/ou traumática, assistência a vítimas de sinistros ou aos respetivos familiares e amigos, situações de risco iminente de suicídio, emergências psiquiátricas que impliquem risco de vida para o próprio ou para outros, ou intervenção com vítimas de abuso/violação sexual.

Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?

Envie para geral@cmjornal.pt

o que achou desta notícia?

concordam consigo

Logo CM

Newsletter - Exclusivos

As suas notícias acompanhadas ao detalhe.

Mais Lidas

Ouça a Correio da Manhã Rádio nas frequências - Lisboa 90.4 // Porto 94.8