Evolução mais expressiva da representatividade feminina registou-se na educação.
As mulheres representam a maioria da população em Portugal e têm reforçado o seu papel na educação, política e empresas, embora persistam desigualdades no emprego, nos salários e nas condições de vida, segundo dados da Pordata.
De acordo com a base de dados estatísticos da Fundação Francisco Manuel dos Santos, divulgada a propósito do Dia Internacional da Mulher, que se assinala hoje, vivem em Portugal 5.609.359 mulheres, o equivalente a 52,2% da população residente.
Os dados mais recentes do Instituto Nacional de Estatística, referentes a janeiro de 2024, indicam que a partir do grupo etário dos 35 aos 39 anos as mulheres estão sempre em maioria na população, proporção que aumenta com a idade e atinge 82% entre as pessoas com 100 ou mais anos.
A evolução mais expressiva da representatividade feminina registou-se na educação.
Em 1960, pouco mais de 3% das raparigas de 15 e 16 anos frequentavam o ensino secundário, representando 37% dos alunos. Entre 1972 e 1977 deu-se o maior salto na escolarização feminina, atingindo-se a paridade nesse nível de ensino.
Atualmente, as mulheres representam 58% dos diplomados do ensino superior.
São mais de três quartos dos diplomados nas áreas da Educação, Saúde e Proteção Social, mais de 70% nas Ciências Sociais, Jornalismo e Informação e quase 60% em Ciências Naturais, Matemática e Estatística.
Apesar destes avanços, as mulheres continuam em minoria no mercado de trabalho entre os 25 e os 64 anos.
A diferença face aos homens ultrapassa os cinco pontos percentuais a partir dos 35 anos e pode superar os 15 pontos percentuais entre trabalhadores com menor escolaridade.
Em termos de condições de trabalho, cerca de 90% das mulheres com 25 ou mais anos trabalham a tempo inteiro, valor acima da média da União Europeia (72%), mas ainda inferior ao dos homens, que atinge 95%.
No mercado laboral, mais de metade dos cerca de 2,5 milhões de mulheres empregadas concentram-se em quatro áreas: Saúde e Apoio Social, Educação, Comércio e Indústrias Transformadoras.
Ainda assim, tem aumentado a presença feminina em profissões tradicionalmente masculinas, como nas forças policiais, onde passaram de 6% em 2008 para 10% em 2023, ou na magistratura judicial, onde representam atualmente 67%.
Na liderança empresarial, Portugal já ultrapassa as metas fixadas nos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas. Em 2024, as mulheres ocupavam 34,8% dos cargos de direção em empresas cotadas em bolsa e 44,2% dos cargos não executivos.
Também na política, a participação feminina tem aumentado. Em 2025, as mulheres representavam 38,8% dos membros do Governo e 36,5% dos deputados no Parlamento, valores superiores à média europeia.
Apesar dos progressos, persistem desigualdades nas condições de vida. Em 2024, os salários das mulheres nos setores da indústria, construção e serviços eram, em média, 7% inferiores aos dos homens.
Os dados indicam igualmente que as mulheres enfrentam maior risco de pobreza ou exclusão social em todas as faixas etárias, diferença que atinge sete pontos percentuais entre a população com 75 ou mais anos.
No mesmo ano, nasceram em Portugal 83.772 bebés, tendo as mães uma idade média de 31,7 anos. A proporção de crianças nascidas de mães estrangeiras aumentou significativamente, passando de 13% em 2020 para 26% em 2024.
Segundo a Pordata, as mulheres em Portugal têm ainda uma esperança média de vida superior à dos homens --- 85,4 anos face a 79,8 --- embora passem menos anos em condições de plena saúde.
Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?
Envie para geral@cmjornal.pt
o que achou desta notícia?
concordam consigo
A redação do CM irá fazer uma avaliação e remover o comentário caso não respeite as Regras desta Comunidade.
O seu comentário contem palavras ou expressões que não cumprem as regras definidas para este espaço. Por favor reescreva o seu comentário.
O CM relembra a proibição de comentários de cariz obsceno, ofensivo, difamatório gerador de responsabilidade civil ou de comentários com conteúdo comercial.
O Correio da Manhã incentiva todos os Leitores a interagirem através de comentários às notícias publicadas no seu site, de uma maneira respeitadora com o cumprimento dos princípios legais e constitucionais. Assim são totalmente ilegítimos comentários de cariz ofensivo e indevidos/inadequados. Promovemos o pluralismo, a ética, a independência, a liberdade, a democracia, a coragem, a inquietude e a proximidade.
Ao comentar, o Leitor está a declarar que é o único e exclusivo titular dos direitos associados a esse conteúdo, e como tal é o único e exclusivo responsável por esses mesmos conteúdos, e que autoriza expressamente o Correio da Manhã a difundir o referido conteúdo, para todos e em quaisquer suportes ou formatos actualmente existentes ou que venham a existir.
O propósito da Política de Comentários do Correio da Manhã é apoiar o leitor, oferecendo uma plataforma de debate, seguindo as seguintes regras:
Recomendações:
- Os comentários não são uma carta. Não devem ser utilizadas cortesias nem agradecimentos;
Sanções:
- Se algum leitor não respeitar as regras referidas anteriormente (pontos 1 a 11), está automaticamente sujeito às seguintes sanções:
- O Correio da Manhã tem o direito de bloquear ou remover a conta de qualquer utilizador, ou qualquer comentário, a seu exclusivo critério, sempre que este viole, de algum modo, as regras previstas na presente Política de Comentários do Correio da Manhã, a Lei, a Constituição da República Portuguesa, ou que destabilize a comunidade;
- A existência de uma assinatura não justifica nem serve de fundamento para a quebra de alguma regra prevista na presente Política de Comentários do Correio da Manhã, da Lei ou da Constituição da República Portuguesa, seguindo a sanção referida no ponto anterior;
- O Correio da Manhã reserva-se na disponibilidade de monitorizar ou pré-visualizar os comentários antes de serem publicados.
Se surgir alguma dúvida não hesite a contactar-nos internetgeral@medialivre.pt ou para 210 494 000
O Correio da Manhã oferece nos seus artigos um espaço de comentário, que considera essencial para reflexão, debate e livre veiculação de opiniões e ideias e apela aos Leitores que sigam as regras básicas de uma convivência sã e de respeito pelos outros, promovendo um ambiente de respeito e fair-play.
Só após a atenta leitura das regras abaixo e posterior aceitação expressa será possível efectuar comentários às notícias publicados no Correio da Manhã.
A possibilidade de efetuar comentários neste espaço está limitada a Leitores registados e Leitores assinantes do Correio da Manhã Premium (“Leitor”).
Ao comentar, o Leitor está a declarar que é o único e exclusivo titular dos direitos associados a esse conteúdo, e como tal é o único e exclusivo responsável por esses mesmos conteúdos, e que autoriza o Correio da Manhã a difundir o referido conteúdo, para todos e em quaisquer suportes disponíveis.
O Leitor permanecerá o proprietário dos conteúdos que submeta ao Correio da Manhã e ao enviar tais conteúdos concede ao Correio da Manhã uma licença, gratuita, irrevogável, transmissível, exclusiva e perpétua para a utilização dos referidos conteúdos, em qualquer suporte ou formato atualmente existente no mercado ou que venha a surgir.
O Leitor obriga-se a garantir que os conteúdos que submete nos espaços de comentários do Correio da Manhã não são obscenos, ofensivos ou geradores de responsabilidade civil ou criminal e não violam o direito de propriedade intelectual de terceiros. O Leitor compromete-se, nomeadamente, a não utilizar os espaços de comentários do Correio da Manhã para: (i) fins comerciais, nomeadamente, difundindo mensagens publicitárias nos comentários ou em outros espaços, fora daqueles especificamente destinados à publicidade contratada nos termos adequados; (ii) difundir conteúdos de ódio, racismo, xenofobia ou discriminação ou que, de um modo geral, incentivem a violência ou a prática de atos ilícitos; (iii) difundir conteúdos que, de forma direta ou indireta, explícita ou implícita, tenham como objetivo, finalidade, resultado, consequência ou intenção, humilhar, denegrir ou atingir o bom-nome e reputação de terceiros.
O Leitor reconhece expressamente que é exclusivamente responsável pelo pagamento de quaisquer coimas, custas, encargos, multas, penalizações, indemnizações ou outros montantes que advenham da publicação dos seus comentários nos espaços de comentários do Correio da Manhã.
O Leitor reconhece que o Correio da Manhã não está obrigado a monitorizar, editar ou pré-visualizar os conteúdos ou comentários que são partilhados pelos Leitores nos seus espaços de comentário. No entanto, a redação do Correio da Manhã, reserva-se o direito de fazer uma pré-avaliação e não publicar comentários que não respeitem as presentes Regras.
Todos os comentários ou conteúdos que venham a ser partilhados pelo Leitor nos espaços de comentários do Correio da Manhã constituem a opinião exclusiva e única do seu autor, que só a este vincula e não refletem a opinião ou posição do Correio da Manhã ou de terceiros. O facto de um conteúdo ter sido difundido por um Leitor nos espaços de comentários do Correio da Manhã não pressupõe, de forma direta ou indireta, explícita ou implícita, que o Correio da Manhã teve qualquer conhecimento prévio do mesmo e muito menos que concorde, valide ou suporte o seu conteúdo.
ComportamentoO Correio da Manhã pode, em caso de violação das presentes Regras, suspender por tempo determinado, indeterminado ou mesmo proibir permanentemente a possibilidade de comentar, independentemente de ser assinante do Correio da Manhã Premium ou da sua classificação.
O Correio da Manhã reserva-se ao direito de apagar de imediato e sem qualquer aviso ou notificação prévia os comentários dos Leitores que não cumpram estas regras.
O Correio da Manhã ocultará de forma automática todos os comentários uma semana após a publicação dos mesmos.
Para usar esta funcionalidade deverá efetuar login.
Caso não esteja registado no site do Correio da Manhã, efetue o seu registo gratuito.
Escrever um comentário no CM é um convite ao respeito mútuo e à civilidade. Nunca censuramos posições políticas, mas somos inflexiveis com quaisquer agressões. Conheça as
Inicie sessão ou registe-se para comentar.