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Correio da Manhã

Sociedade

“Não é verdade que se goste de todos os filhos da mesma maneira"

Tudo o que nunca lhe disseram, mas sempre quis saber sobre a gravidez, o bebé e a maternidade está em Quando Eu Estava na Tua Barriga, o mais recente livro do psicólogo Eduardo Sá.
Máxima 23 de Julho de 2020 às 17:06
psicólogo Eduardo Sá
psicólogo Eduardo Sá FOTO: Direitos Reservados

Antes de mais, o que o levou a escrever este livro? Pode-se dizer que foi sentindo, ao longo da sua carreira, que havia muitas interrogações em torno do tema da maternidade?

ES: Desde há muitos anos que eu trabalho com grávidas, com "grávidos" e com bebés e durante dez anos eu estive numa maternidade. Portanto, ao fim de muitos anos eu fui sentindo que haviam muitos aspetos na gravidez, na maternidade e no bebé que pareciam estranhamente obscuros, acerca dos quais muitas vezes não se falava de maneira clara. Invariavelmente as mães manifestavam-se com uma culpabilidade, como se fossem pessoas estranhas, como se fossem, de certa forma, piores mães por sentirem as coisas que iam sentindo. E eu notava muito isso. Parecia quase que havia a sensação de que falar-se do lado B dos momentos mágicos [da maternidade] podia afastar as pessoas de os quererem. Quase podia afastar as mulheres e os homens de quererem bebés e, de alguma forma, experimentarem essa vivência de parentalidade. E, portanto, foi nesse contexto que eu fui guardando muitos aspetos e fui trabalhando regularmente com estes até que a determinada altura achei que era muito importante nós podermos dizer às mães que, de facto, um filho é seguramente a experiência mais mágica que se pode ter, mas é uma experiência que nos vira absolutamente do avesso. Que vai buscar as nossas histórias mais guardadas, as nossas experiências enquanto filhos, mesmo aquelas que nós imaginávamos ter resolvido e que, ao mesmo tempo, nos atropela com vivências no dia a dia que são tremendas. Porque são muito interpelantes, muito exaustivas e é importante que se possa dizer às mães e aos pais que aquilo que eles sentem não só não é estranho, como faz parte e é absolutamente normal.

Leia a entrevista completa na Máxima

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