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Correio da Manhã

Sociedade
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“Não faz sentido condicionar a liberdade”

Joaquim Galvão, Médico, signatário da petição a favor dos crucifixos nas salas de aula das escolas públicas
15 de Julho de 2010 às 00:30
“Não faz sentido condicionar a liberdade”
“Não faz sentido condicionar a liberdade”

Correio da Manhã – De que forma surge esta petição?

Joaquim Galvão – Esta não é uma iniciativa individual, é um movimento de várias pessoas por quem eu apenas dou a cara. Somos médicos, pais e pessoas ligadas às associações de alunos. O motor de arranque desta petição foi o pedido da Itália para reavaliar a proibição dos crucifixos nas escolas. À Itália já se juntaram dez países, católicos e não-católicos.

– E qual é o objectivo prático da petição? Que mudanças gostariam de ver implementadas?

– A questão é muito democrática e aberta. Não se trata de impor o crucifixo na sala de aula de Matemática ou Física. Pretende-se criar um espaço, o local de formação das disciplinas religiosas, em que se podem reunir aqueles que pensam da mesma forma. E não só o crucifixo, mas os símbolos de qualquer religião.

– Rejeita, portanto, críticas de divisão?

– Defendemos um espírito ecuménico. Não faria sentido existirem manifestações de culto com direitos e outras não. A liberdade de uns não pode condicionar a liberdade de outros. Há sempre espaço para o pensamento.

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