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Correio da Manhã

Sociedade

“Não são aceitáveis limites à prática clínica”

Rui Nogueira, Vice-presidente da Associação Portuguesa dos Médicos de Clínica Geral sobre controlo de receitas médicas.
12 de Agosto de 2011 às 00:30
RECEITAS, ESTADO, DADOS, CONTROLO
RECEITAS, ESTADO, DADOS, CONTROLO

Correio da Manhã – O Governo prepara-se para avançar com um sistema para monitorizar a prescrição. É uma espécie de ‘Big Brother’ aos médicos... Concorda ?

Rui Nogueira – É verdade que passa a haver um maior controlo da prescrição, mas não somos contra a medida. Aliás, nas Unidades de Saúde Familiares, esse controlo é feito ‘inter pares’, ou seja, de forma interna é avaliado o que é receitado.

– O Ministério da Saúde irá avançar com normas de orientação clínica. Significa que irá dar orientações sobre o que os médicos devem receitar?

– Já usamos muitas normas de orientação clínica, e seguimos o princípio da melhor prescrição para cada tratamento. Não aceitamos que haja normas numa base da obrigatoriedade e que tenham um objectivo economicista nem que imponham limites na prática clínica.

– E se isso vier a acontecer?

– Iremos reagir porque não podemos aceitar quaisquer medidas que ponham em causa o tratamento dos doentes. 

RECEITAS ESTADO DADOS CONTROLO
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