No mapa dos manuais gratuitos percorre-se uma geografia de desigualdades

Resultado é um país desigual em termos de financiamento da educação pública e de apoio às famílias.
15.09.18
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As Portas de Benfica separam Lisboa da Amadora, mas também famílias que recebem manuais gratuitos em toda a escolaridade obrigatória de outras com faturas que podem facilmente chegar aos 400 euros, um exemplo, entre muitos, de um país desigual.

Construídas como um posto alfandegário, as Portas de Benfica, que obrigaram durante muitos anos ao pagamento de um imposto para quem queria entrar na capital com mercadorias, voltam agora a definir uma fronteira com custos para quem está fora de Lisboa.

Quem vive na capital recebe gratuitamente da autarquia manuais durante toda a escolaridade obrigatória, enquanto 'fora de Portas', na Amadora, só são beneficiados os alunos abrangidos pela medida do Governo, que oferece os livros até ao 6.º ano. Este é apenas um exemplo que deixa de fora os alunos de escolas que distam pouco mais de um quilómetro do agrupamento de escolas de Benfica, em Lisboa.

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