Passagem superior fará a ligação entre a Avenida 1.º de Maio, o cais de passageiros entre linhas na estação da CP e a Rua 15 de Agosto, "contando com três elevadores".
Uma nova passagem superior sobre a linha do caminho-de-ferro e a requalificada rua da Estação, nas Caldas da Rainha, vão ser abertas ao público no sábado, representando um investimento de cerca de dois milhões de euros.
A passagem superior sobre a linha férrea substitui uma antiga ponte de metal e fará a ligação entre a Avenida 1.º de Maio, o cais de passageiros entre linhas na estação da CP e a Rua 15 de Agosto, "contando com três elevadores", disse à agência Lusa o presidente da Câmara das Caldas da Rainha, o independente Vítor Marques.
A obra, adjudicada por 976.182,72 euros (acrescidos de IVA), deveria ter ficado concluída em março de 2024, mas, "por necessidade de articular esta intervenção com a modernização da Linha do Oeste, foi necessário atrasar a sua conclusão", explicou o autarca, que inaugurará no sábado a nova passagem de peões.
A passagem superior, que confronta com o edifício da estação (do lado da Avenida 1.º de Maio) e com uma escola (do lado da Rua 15 de Agosto), tem "uma configuração linear, com escada e caixas de elevadores nos topos e no acesso ao cais de passageiros", pode ler-se na descrição divulgada por esta autarquia do distrito de Leiria.
Incluiu ainda um passadiço em estrutura metálica treliçada, apoiado em três caixas de elevador em betão armado, contando com um "guarda-corpo em vidro até 1,80 m, por forma a salvaguardar a proteção à catenária", refere a descrição.
As caixas de elevador "apoiam o passadiço e possibilitam a utilização de cabines com vista panorâmica", ficando as escadas localizadas entre os edifícios.
A desmontagem da antiga ponte foi hoje iniciada e irá prolongar-se até ao dia 11 de julho, segundo a câmara.
A par com a nova ponte sobre a linha do caminho-de-ferro, a autarquia vai inaugurar, também no sábado, a requalificação da rua da Estação, alargada para uma faixa de terreno que ladeia a via-férrea.
A intervenção teve como objetivo "passar a permitir a circulação automóvel em dois sentidos, bem como aumentar a oferta de lugares de estacionamento", disse à Lusa o vice-presidente da autarquia, Joaquim Beato, aquando da adjudicação, em setembro de 2024.
A obra, orçada em 717.451,12 euros (acrescidos de IVA) implicou "recuar o muro entre a estação do caminho-de-ferro e a passagem inferior em cerca de nove metros", disse o autarca.
Além da transformação da rua de sentido único numa via com dois sentidos de trânsito, o projeto possibilitou o aumento dos atuais 36 lugares de estacionamento para 71 novos lugares, dos quais quatro destinados a condutores com mobilidade reduzida e três a cargas e descargas.
A intervenção permitiu ainda a introdução de uma ciclovia, partilhada com a rodovia e o enquadramento da rua com caldeiras com árvores.
O projeto, a cuja memória descritiva a agência Lusa teve acesso, incluiu a substituição da rede de abastecimento de água, o melhoramento das redes de drenagem de água pluvial e de águas residuais domésticas, a remodelação da rede de infraestruturas elétricas e a construção de rede de infraestruturas de telecomunicações.
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