Entre quarta-feira e esta quinta-feira deram entrada 87 feridos.
O número de feridos com traumas no hospital de Leiria aumentou para 864 desde 28 de janeiro, quando a depressão Kristin atingiu a região, segundo dados esta quinta-feira divulgados na reunião diária da Comissão Municipal de Proteção Civil.
Na reunião, nos Bombeiros Sapadores de Leiria, onde está instalado o centro de operações do município, marcaram presença várias entidades, incluindo o presidente do conselho de administração da Unidade Local de Saúde (ULS) da Região de Leiria, Manuel Carvalho.
Os dados revelados indicam ainda que entre quarta-feira e esta quinta-feira deram entrada 87 feridos, disseram à agência Lusa duas fontes presentes na reunião.
As primeiras entradas no Hospital de Santo André, em Leiria, foram resultantes do impacto direto da depressão, na madrugada de dia 28 de janeiro, e, a meio da tarde desse dia, começaram a entrar feridos na sequência de trabalhos de limpeza e reconstrução.
Na terça-feira, o bastonário da Ordem dos Médicos, Carlos Cortes, divulgou que esta unidade hospitalar tinha recebido 756 feridos com trauma.
Então, o bastonário explicou que “o hospital resolveu praticamente todas as situações”, referindo que “só 22 desses [feridos] é que foram transferidos para outras unidades hospitalares que têm apoiado”, Oeste, Coimbra e Figueira da Foz.
“O maior impacto foi na zona da traumatologia”, precisou.
O bastonário destacou ainda ter havido uma “resposta fabulosa do hospital, tanto no aspeto da organização, encabeçada pelo conselho de administração, que teve logo uma preocupação em resolver um conjunto de problemas, não só dentro do hospital, mas também dando apoio a pessoas que estavam sem comunicações, doentes mais fragilizados, com determinadas patologias, que têm de ter mais cuidados”, referiu, dando como exemplo a pneumologia ou a hemodiálise.
A área de influência da ULS da Região de Leiria corresponde aos concelhos de Alcobaça, Batalha, Leiria, Marinha Grande, Nazaré, Ourém, Pombal e Porto de Mós. Compreende três hospitais (Leiria, Pombal e Alcobaça) e 10 centros de saúde.
As autoridades nacionais não indicam o número de feridos resultantes das tempestades que têm atingido Portugal continental na última semana, com o Ministério da Saúde a remeter para a Direção Executiva do Serviço Nacional de Saúde, que não disponibiliza os dados.
Desde sexta-feira, a agência Lusa tem tentado, junto de várias entidades oficiais nacionais, obter o número de pessoas que ficaram feridas no país desde que a depressão Kristin assolou parte do território nacional.
Onze pessoas morreram em Portugal desde a semana passada na sequência da passagem das depressões Kristin e Leonardo, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.
A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações são as principais consequências materiais do temporal.
As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.
O Governo decretou situação de calamidade até domingo para 68 concelhos e anunciou um pacote de medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.
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