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Correio da Manhã

Sociedade
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Nuno Crato ameaça com requisição civil

Docentes estão intransigentes se cair artigo que garante estabilidade na Função Pública
5 de Junho de 2013 às 01:00

O ministro da Educação e Ciência, Nuno Crato, admitiu ontem recorrer à requisição civil de forma a garantir a realização do exame nacional de Português no dia 17, data para a qual está marcada a greve geral dos professores, que contestam a inclusão dos docentes no regime de mobilidade especial da Função Pública e o aumento do horário de trabalho. "Vai haver exames no dia 17. Requisição civil? Vamos tomar as medidas necessárias para que os exames se realizem", reiterou o ministro, considerando que os próprios professores estão divididos: "Tenho a certeza que muitos estão a sentir-se divididos, porque uma coisa é fazer greve contra o Governo, outra é uma greve que potencialmente prejudica os alunos".

Nuno Crato, à TVI, disse estar à espera da aposentação de 6 mil professores até ao final do ano. A Confederação Nacional das Associações de Pais manifestou-se contra a greve e apelou aos sindicatos para reconsiderarem. "Não concordamos com uma greve que vai prejudicar alunos e famílias", afirmou Jorge Ascenção. O apelo dos pais não terá eco. "Sem o artigo 88º, que garante a estabilidade do vínculo à Função Pública, não há qualquer entendimento com o Governo", disse ao CM João Dias da Silva, da FNE.

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