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Correio da Manhã

Sociedade
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O que é a Nanomedicina, o tratamento com meios invisíveis a olho nu que permite detetar cancro

Futuro clínico inclui microequipamentos que facilitam o diagnóstico e tratamentos de várias doenças.
João Saramago 16 de Junho de 2019 às 09:39
Tecnologia está centrada nas nanopartículas e nanorrobôs produzidos a uma escala nanométrica, não visível a olho nu nem mesmo com microscópios óticos
Manuel Banobre é químico nas universidades de Santiago de Compostela (Espanha) e do Texas, em Austin (EUA)
NanoMed Europe 2019 tem lugar em Braga e pretende ajudar a preparar o Horizon Europe, o próximo programa de Trabalho da Comissão Europeia na área científica, a partir de 2021
Tecnologia está centrada nas nanopartículas e nanorrobôs produzidos a uma escala nanométrica, não visível a olho nu nem mesmo com microscópios óticos
Manuel Banobre é químico nas universidades de Santiago de Compostela (Espanha) e do Texas, em Austin (EUA)
NanoMed Europe 2019 tem lugar em Braga e pretende ajudar a preparar o Horizon Europe, o próximo programa de Trabalho da Comissão Europeia na área científica, a partir de 2021
Tecnologia está centrada nas nanopartículas e nanorrobôs produzidos a uma escala nanométrica, não visível a olho nu nem mesmo com microscópios óticos
Manuel Banobre é químico nas universidades de Santiago de Compostela (Espanha) e do Texas, em Austin (EUA)
NanoMed Europe 2019 tem lugar em Braga e pretende ajudar a preparar o Horizon Europe, o próximo programa de Trabalho da Comissão Europeia na área científica, a partir de 2021
Uma "cápsula" para diagnosticar e tratar doenças, técnicas para detetar cancros e tratá-los com menores custos são algumas das capacidades da nanomedicina que serão apresentadas no congresso NanoMed Europe 2019, que arranca esta segunda-feira em Braga.

"Existem sistemas já muito avançados, tanto de diagnóstico, como terapêutico, com boas performances. Contudo, existe uma falha na passagem para a prática clínica devido ao excesso de burocracia", explicou o investigador Manuel Banobre.

O cientista acredita que a nanomedicina pode mudar a forma como se encontra, trata e se vive a doença, provocando "uma revolução no sistema de saúde". No cancro, poderá ser possível criar cápsulas comandadas como mísseis nucleares, explicou o investigador. "Ainda não conseguindo isso, vamos conseguindo tratamentos mais eficazes pelo facto de dirigir o medicamento ao alvo, como se tivesse um GPS", disse.

Quanto ao diagnóstico, Manuel Banobre salienta que a nanomedicina desenvolve técnicas menos invasivas devido ao recurso a equipamentos de dimensão muito reduzida. A nova tecnologia está centrada nas nanopartículas e nanorrobôs, bem como outros equipamentos a uma escala nanométrica (submúltiplo do metro), não visível a olho nu nem mesmo com microscópios óticos. No futuro, a tecnologia terá capacidade para destruir células cancerígenas.

"Muito tempo para chegar ao doente"
O principal entrave na área da nanomedicina é a demora das novas técnicas para chegar à prática clínica. "É o principal entrave, demora muito tempo a chegar do laboratório ao doente", explica Manuel Banobre.

300 especialistas
Mais de 300 especialistas, provenientes de 30 países, marcam presença no NanoMed Europe 2019 até quarta-feira. O evento realiza-se no Laboratório Ibérico Internacional de Nanotecnologia, em Braga. O encontro contará com a presença de cientistas, fornecedores de tecnologia, empresários, médicos e decisores políticos. O NanoMed Europe 2019 é considerado pelos especialistas o maior evento europeu no campo da nanomedicina.

Investigação conta com 230 em Braga
A nanotecnologia tem na Península Ibérica o principal centro de investigação no Laboratório Ibérico Internacional de Nanotecnologia, em Braga. A investigação produzida resulta do trabalho de 230 cientistas. O laboratório completou no ano passado uma década de existência.
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