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Correio da Manhã

Sociedade
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Óbidos espera escolas melhores

As nove escolas do 1º ciclo de Óbidos que ainda funcionavam não vão abrir no ano lectivo que está prestes a começar, mas a população não contesta o encerramento. Pelo contrário, a transferência de mais de duas centenas de alunos para dois novos centros escolares é encarada com tranquilidade e expectativa de ali encontrarem melhores condições de aprendizagem e recreio.
8 de Setembro de 2010 às 00:30
Lúcia Cintra, o filho Alexandre e a amiga Laura esperam melhores condições.
Lúcia Cintra, o filho Alexandre e a amiga Laura esperam melhores condições. FOTO: Carlos Barroso

A partir de segunda-feira, Alexandre deixa a escola que frequentou ao longo de três anos na aldeia da Amoreira para passar a ter aulas no Complexo do Furadouro. Vai encontrar um espaço completamente diferente. Além do número de salas ser bem maior, terá um pavilhão desportivo, refeitório, papelaria, sala de informática, laboratório de ciências, sala de Educação Visual e Tecnológica, salas de convívio, gabinete médico e até sala de dentista.

"Os miúdos vão ter excelentes condições e fica a 700 metros da aldeia. Não é o mesmo que ficar no centro da povoação, mas a Câmara assegura o transporte gratuito", comenta a mãe de Alexandre, Lúcia Cintra. "Não lamento que a escola encerre, porque as coisas têm de evoluir. Saem de uma escola com mais de 50 anos e vão para uma novinha, com mais condições, por isso só têm a ganhar."

PODEM ABRIR SEM PROFESSORES

A Associação Nacional de Municípios Portugueses pediu ontem, "com urgência", uma reunião com a ministra Isabel Alçada, após ter sido alertada para o encerramento de escolas sem o consentimento dos municípios. Doze autarcas fizeram saber que pretendem manter 29 escolas em funcionamento, contra a ordem de fecho e transferência dos alunos, sendo de prever que, naquelas escolas, o ano lectivo comece sem professores, pois quem os coloca é o Ministério da Educação.

Garantindo "serenidade" no arranque no ano lectivo, Isabel Alçada não comentou a recusa dos autarcas nem a possibilidade de falta de professores. "As crianças ficarão bem", limitou-se a afirmar.

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