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Correio da Manhã

Sociedade
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Docente com cancro obrigada a dar aulas

Cristina Santos tem tratamentos de quimio até julho de 2018.
Andreia Pinto 9 de Março de 2017 às 01:30
A docente dá aulas de línguas na Escola Secundária Júlio Martins, na cidade de Chaves
A docente dá aulas de línguas na Escola Secundária Júlio Martins, na cidade de Chaves FOTO: Cristina Santos
Cristina Santos, professora e doente oncológica em fase de tratamento, queixa-se de ser obrigada a trabalhar pela tutela. Em tratamento desde 2015, ano em que lhe foi diagnosticado um linfoma folicular, a professora de línguas da Escola Secundária Júlio Martins, em Chaves, com 54 anos, queixa-se da falta de sensibilidade no tratamento da sua patologia. Há mais de um ano que espera por uma junta médica, para poder prolongar a baixa médica.

Em dezembro de 2015, foi-lhe comunicado que seria chamada a uma junta médica do sistema de saúde ADSE (Direção-Geral de Proteção Social aos Funcionários e Agentes da Administração Pública). Mas tal nunca aconteceu.

Desde que teve conhecimento da doença, Cristina Santos apresentou três baixas. Garante que enviou toda a informação clínica para a Direção-Geral dos Estabelecimentos Escolares (DGESTE). Foi contactada 18 meses depois para regressar à escola e exercer as funções como docente, visto que atingiu o limite de faltas por doença.

Na escola, foram-lhe apresentadas três hipóteses. "Ou me apresento ao serviço com um atestado que diga que estou em condições, ou vou para a aposentação antecipada ou vou com uma licença sem vencimento." A doença estabilizou, mas já tem tratamentos de quimioterapia marcados até julho de 2018. À Lusa, o Ministério da Educação diz que o "caso está a ser devidamente analisado pelos serviços da DGESTE de modo a encontrar-se a melhor solução".
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