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Correio da Manhã

Sociedade
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Oito mil docentes no desemprego

Milhares de professores contratados recorreram ontem, um pouco por todo o País, aos centros de emprego. Listas de colocação não foram divulgadas.
2 de Setembro de 2014 às 17:20
Professores contratados mas sem colocação fizeram ontem filas à porta dos centros de emprego
Professores contratados mas sem colocação fizeram ontem filas à porta dos centros de emprego FOTO: Edgar Martins

Cerca de oito mil professores contratados recorreram ontem ao Instituto de Emprego e Formação Profissional, quer através dos centros espalhados pelo País quer pelo portal netemprego. Sem saberem quando ou em que escola serão colocados, já que as listas não foram divulgadas pelo Ministério da Educação e Ciência, o desemprego é, para já, o cenário mais real.

"Agosto é sempre angustiante. Este ano concorri para ficar mais perto, mesmo com menos horas, porque tenho duas crianças pequenas", disse Ana Soares, professora de Matemática, de 39 anos, que ontem procurou o centro de emprego em Braga. Em Lisboa, o cenário foi semelhante. "Estou nesta situação há 14 anos. É um sistema muito injusto, as coisas poderiam funcionar de outra forma se os concursos fossem mais cedo", disse o professor de História Miguel Carrilho, de 42 anos.

"Este ano as filas à porta dos centros de emprego não foram tão extensas porque o Ministério enviou um email aos professores recomendando que fizessem a inscrição através do portal. Foi uma forma de tentar esconder a dimensão do problema, que pode comprometer o início do ano letivo", garantiu César Israel Paulo, presidente da Associação Nacional de Professores Contratados. O CM pediu esclarecimentos à tutela, mas não obteve resposta.

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