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Correio da Manhã

Sociedade
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Óleo de palma provoca cancro

Quando é refinado gera glicidol, uma substância cancerígena.
Teresa Oliveira 14 de Janeiro de 2017 às 01:45
O creme do Grupo Ferrero tem o óleo de palma como principal ingrediente
O creme do Grupo Ferrero tem o óleo de palma como principal ingrediente FOTO: iStockphoto
O óleo de palma refinado, utilizado na preparação de vários produtos alimentícios, apresenta uma substância potencialmente cancerígena quando exposto a temperaturas acima dos 200 graus: o glicidol. O creme de barrar Nutella, que tem óleo de palma como um dos principais ingredientes, está sob fogo.

Em causa está o parecer científico da Autoridade de Segurança Alimentar Europeia (EFSA), no primeiro semestre de 2016, a dar conta dos riscos para a saúde resultado do consumo de produtos com este ingrediente.

A Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE), questionada pelo CM, explica que o parecer da EFSA não estabelece "limites máximos admissíveis para o teor daquele contaminante em géneros alimentícios".

Em Itália, uma cadeia de supermercados já começou a retirar o creme Nutella das prateleiras. Em Portugal, a ASAE garante que o parecer não "determina a retirada deste produto do mercado" e acrescenta: "O Concelho Científico da ASAE manter-se-á atento no acompanhamento da situação."

O Grupo Ferrero, que detém, entre outros produtos, a Nutella, sublinhou ao CM que "a EFSA nunca se referiu à Nutella" e garante que o creme de barrar "não é cancerígeno".

Para a nutricionista Eduarda Alves, "a principal desvantagem do óleo de palma é que contribui para o aumento do IDL, o mau colesterol, e se for sujeito a altas temperaturas pode ser cancerígeno". O óleo de palma, acrescenta a nutricionista, pode ser substituído pelo óleo de coco.
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