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Correio da Manhã

Sociedade
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OMS nega pressão dos laboratórios

A alegada pressão que a Organização Mundial de Saúde (OMS) sofreu da indústria farmacêutica para declarar a pandemia da gripe A, levando os países a comprar vacinas e medicamentos, é rejeitada pelo organismo, que nega conflito de interesses na gestão da pandemia. Especialistas portugueses esperam que hoje seja feita prova das acusações.
26 de Janeiro de 2010 às 00:30
A gestão da pandemia da gripe A é debatida hoje por peritos
A gestão da pandemia da gripe A é debatida hoje por peritos FOTO: José Sena Goulão/Lusa

O assunto merece uma reunião de emergência em Estrasburgo, para debater a questão, após Wolfgang Wodarg, presidente da Comissão de Saúde da Assembleia Parlamentar do Conselho da Europa, ter acusado a OMS de criar uma "falsa" pandemia da gripe A.

Em comunicado, a OMS declara que a acusação é "errada e historicamente incorrecta".

O director-geral da Saúde, Francisco George, sublinhou que é muito cedo para fazer avaliações e que se agiu segundo o princípio da precaução. O director da Escola Nacional de Saúde Pública, Constantino Sakellarides, considera ser "irresponsável" proferir tais acusações, porque os peritos da OMS fazem declaração de interesses. "Fico à espera de que façam prova das acusações, que são gravíssimas e põem em causa a credibilidade da Organização Mundial de Saúde".

Portugal gastou 45 milhões de euros na compra de três milhões de vacinas, suficientes para vacinar cerca de seis milhões de pessoas.

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