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Correio da Manhã

Sociedade
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Ondas de calor fazem 853 mortes em julho

Temperaturas de 43 graus em pontos das regiões Centro e Sul.
Cristina Serra 6 de Agosto de 2016 às 09:38
Autoridades de saúde apelam a que se beba muita água, mesmo sem sede, e que se limite a exposição solar ao mínimo indispensável FOTO: Miguel A. Lopes/Lusa
No mês passado morreram 8694 pessoas, mais 853 óbitos do que os 7841 registados em julho de 2015. O aumento da mortalidade está relacionado com os efeitos de duas ondas de calor. Devido à previsão de temperaturas extremas até terça-feira, com máximas a chegar aos 43 graus em alguns pontos das regiões Centro e Sul, a Direção-Geral da Saúde alerta a população para medidas de prevenção.

"Idosos, crianças e doentes crónicos são mais vulneráveis ao calor, pelo que devem beber mais água, mesmo se não sentem sede. Devem ainda proteger-se do calor e permanecer em locais frescos", alerta Graça Freitas, subdiretora-geral da Saúde. Acrescentou também que as instituições que acolhem idosos foram instruídas, desde o final do inverno, a dispor de ar condicionado e de locais frescos onde os idosos possam estar .

Ao CM, as administrações regionais de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo e do Algarve afirmaram que têm "os planos de contingência ativados" nos hospitais e centros de saúde.

Vanda Pires, do Instituto Português do Mar e da Atmosfera, refere que julho foi o mês mais quente desde 1931. "Os dias mais quentes de julho foram de 14 e 19 e de 23 a 29", diz Vanda Pires. Os próximos dias vão ser muito quentes, em especial hoje e amanhã.

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