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Correio da Manhã

Sociedade
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Operários de vigília em metalúrgica de S. João da Madeira

Trabalhadores têm salários em atraso.
23 de Junho de 2016 às 10:48
Trabalhadores da Alfil, em S. João da Madeira, estão em vigília para evitar a saída de máquinas antes que lhes sejam pagos salários em atraso
Trabalhadores da Alfil, em S. João da Madeira, estão em vigília para evitar a saída de máquinas antes que lhes sejam pagos salários em atraso FOTO: Getty Images
Os trabalhadores da metalúrgica Alfil, em S. João da Madeira, estão em vigília junto à empresa para evitar a saída de máquinas antes que lhes sejam pagos salários em atraso, revelou esta quinta-feira o respetivo sindicato.

Os cerca de 10 funcionários da fábrica de alumínios ainda não receberam os subsídios de Natal de 2015 nem os subsídios de férias de 2015 e 2016, e aguardam ainda o pagamento de dois terços dos salários de maio.

Para José Carlos Reis, dirigente do Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias Transformadoras, Energia e Atividades do Ambiente do Centro e Norte (SITE-CN), a liquidação de honorários na Alfil já se vinha processando de forma irregular "há muito tempo, mas as coisas pioraram agora, porque [no início de junho] a patroa mandou as pessoas de férias uma semana, depois disse-lhes para ficarem em casa outros sete dias e até hoje nunca mais as chamou de regresso".

O argumento terá sido o da falta de serviço, mas o sindicalista que acompanha o caso rejeita esse cenário.

"A empresa sempre teve muitas encomendas, portanto o problema é só má gestão", explica. "Aliás, como no início de qualquer trabalho já era cobrada uma parte do pagamento, agora há alguns clientes que estão preocupados, porque já entregaram dinheiro para pagar o serviço e o trabalho não aparece", realça.

Entretanto, ao aperceberem-se de que algum material de produção estava a ser retirado da empresa, nomeadamente matéria-prima e máquinas, uma das quais "penhorada pelo Tribunal do Trabalho", os funcionários da Alfil organizaram-se de forma a manter uma vigília constante à fábrica.

"Se é para fechar, a empresa tem que tratar da insolvência rápido, para assegurar os direitos dos trabalhadores", reclama José Carlos Reis. "O problema é que a patroa anda para fazer isso há não sei quanto tempo, está sempre a dizer que vai tratar do assunto e nunca sai nada", declara.

Contactada pela Lusa, a responsável pela empresa não quis prestar declarações sobre o assunto.
Alfil S. João da Madeira Tribunal do Trabalho operários
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