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Correio da Manhã

Sociedade
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Ordem defende menos médicos

O bastonário da Ordem dos Médicos defendeu ontem, no Parlamento, uma estabilização do número de vagas nas faculdades de Medicina, sob pena de se formar médicos em excesso, o que pode resultar numa indiferenciação das especialidades e colocar em risco a qualidade técnica da Medicina e da ética médica. O desemprego é outra possível consequência.
21 de Janeiro de 2010 às 00:30
Ordem defende menos médicos
Ordem defende menos médicos FOTO: Bruno Colaço

Pedro Nunes admitiu haver carência de médicos, mas defendeu que a solução não passa por aumentar o número de vagas nas faculdades e criticou os novos cursos no Algarve e em Aveiro. "Deve haver melhor organização de serviços. Há anos, a Ordem disse que era preciso abrir vagas em Medicina, mas passámos de 300 para 1700 vagas. Se continuarmos a aumentar o número de vagas, daqui a dez anos – a formação em pleno de um médico demora dez a doze anos – teremos médicos a acotovelarem-se nos hospitais e não teremos quem os forme."

Pedro Nunes considerou que algumas consultas da especialidade podem ser feitas nos centros de saúde e não exclusivamente nos hospitais.

Para evitar gastos excessivos e desperdícios, o bastonário defendeu a criação de uma instituição, com base técnica e independente do poder económico, que decida as terapêuticas e medicamentos a disponibilizar. "Já há vários países que têm essas estruturas e a Ordem dos Médicos está disponível para colaborar." Quanto às vinte vagas do internato que ficaram por preencher, Pedro Nunes considerou o número pequeno. "Existiam 1126 vagas e só vinte não foram preenchidas, representa dois por cento, não é significativo."

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