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Correio da Manhã

Sociedade
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Ordem rejeita crítica a contas

O bastonário da Ordem dos Médicos, Pedro Nunes, rejeita as críticas de falta de transparência nas contas da instituição. As acusações foram feitas por dois dos quatro candidatos à Ordem dos Médicos, cujas eleições se realizam amanhã.
14 de Dezembro de 2010 às 00:30
Em véspera de deixar a liderança da Ordem dos Médicos, Pedro Nunes defende-se de acusações na gestão
Em véspera de deixar a liderança da Ordem dos Médicos, Pedro Nunes defende-se de acusações na gestão FOTO: Gonçalo Oliveira

Jaime Teixeira Mendes e José Manuel Silva afirmaram durante a campanha eleitoral que, caso sejam eleitos, avançam com uma auditoria à contabilidade da OM, que recebe cerca de seis milhões de euros por ano, provenientes do pagamento das quotas dos 42 042 médicos inscritos. Pedro Nunes contesta a desconfiança dos candidatos. "Só por falta de informação é que dizem querer auditar a Ordem, porque sempre existiram Relatórios de Contas, feitos por empresas de auditoria independentes e escolhidas por concurso público", afirma ao CM o actual bastonário.

Sobre as queixas de falta de intervenção da OM, Pedro Nunes – que pretendia não dar entrevistas antes de quinta-feira para "não influenciar tendências de voto" – diz que "quando foi preciso, interveio nas reformas da Saúde". E dá como exemplo da sua actuação pública as críticas à "política desastrosa de Correia de Campos [ex-ministro da Saúde], que encerrou Urgências que não podiam fechar". Além de Jaime Teixeira Mendes e José Manuel Silva, concorrem ao cargo de bastonário Isabel Caixeiro e Manuel Brito. Até ontem, já tinham votado, por correspondência, seis mil médicos.

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