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Correio da Manhã

Sociedade
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Óvulos valem menos de 200 euros

Mulheres só podem realizar no máximo três doações.
Cristina Serra 18 de Novembro de 2016 às 08:30
Procriação medicamente assistida
Procriação medicamente assistida FOTO: Direitos Reservados
Cada mulher que aceite doar ovócitos, no âmbito do processo de Procriação Medicamente Assistida (PMA), recebe menos de 200 euros por dádiva, num máximo de três. Este é o limite imposto pelo decreto regulamentar da lei da PMA, que esta quinta-feira foi aprovado em Conselho de Ministros.

"Pelos incómodos causados, a mulher doadora recebe uma compensação inferior a 200 euros", afirmou ao CM Eurico Reis, presidente do Conselho Nacional de Ética para as Ciências da Vida, explicando o limite de três dádivas: "Há um risco para a saúde da mulher. Tem de tomar medicação para estimular os ovários, para aumentar a produção dos óvulos, os quais são aspirados um a um."

Os homens, por sua vez, não têm limites de doações. Porém, o material genético só pode resultar num máximo de cinco crianças. "A compensação é muito inferior à da mulher", disse Eurico Reis, sem concretizar o valor.

O ministro da Saúde, Adalberto Campos Fernandes, prevê um aumento da procura da PMA e admite recorrer aos setores privado e social se o público não der resposta aos casais ou mulheres que queiram recorrer a uma "barriga de aluguer".
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