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Padre acusado de desviar esmolas pagou obra na igreja

António Teixeira foi acusado do desvio de cerca de 420 mil euros.

14 de outubro de 2020 às 08:10

O padre António Teixeira, acusado do desvio de cerca de 420 mil euros de esmolas e obras de arte sacra nas paróquias de Carcavelos (Cascais) e do Santo Condestável, em Campo de Ourique (Lisboa), elaborou o plano para a obtenção de verba para remodelar os dois torreões da igreja do Santo Condestável, revelou, esta terça-feira, no julgamento, o paroquiano Joaquim Amaral.

Na terceira sessão do julgamento, a estratégia da defesa do antigo pároco procurou justificar o dinheiro, alegadamente desviado, com obras realizadas nas igrejas, nas casas paroquiais, e num conjunto de atividades que visaram dinamizar as paróquias .

Foi também ouvido o avaliador de arte sacra Carlos Alberto Santos, que explicou ter efetuado quatro encontros com membros da igreja de Campo de Ourique, para a obtenção de peças pelas quais pagou 10 250 euros. Em nenhum deles esteve presente o padre António Teixeira, referindo que sempre lhe foi dito que o pároco estava doente. A lei obriga a que a venda de arte sacra seja sujeita a uma declaração de venda, documento que o avaliador recebeu dos paroquianos, três deles com mais de 70 anos.

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