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Padre de Canelas pede desculpa a colega de Fafe que acusou de crimes sexuais

Gesto de Roberto Sousa trava julgamento de processo movido por Abel Maia.

22 de janeiro de 2018 às 13:27

Roberto Sousa, ex-pároco de Canelas, Vila Nova de Gaia, que ia começar esta segunda-feira a ser julgado por difamar um antigo sacerdote de Fafe, acordou com este fazer um pedido de desculpa público, pelo que o julgamento ficou sem efeito.

Os dois padres chegaram a um acordo, que pressupõe a publicação de um pedido de desculpa público em dois órgãos de Comunicação Social, nomeadamente nos diários Jornal de Notícias (JN) e Correio da Manhã (CM) pelo padre Roberto Sousa que, em 2014, acusou o pároco Abel Maia de abusar sexualmente de menor, anunciaram os seus advogados, à saída do Tribunal do Bolhão, no Porto, para onde estava agendado o julgamento, que acabou por não se realizar devido ao acordo feito.

"Fez-se um entendimento entre duas pessoas de bem, dois padres que, efetivamente, perceberam que o que estava em causa era uma questão de mal-entendido. O meu constituinte reconheceu que uma das iniciativas que tomou, enviar uma carta ao bispo do Porto a acusar o padre Abel Maia, foi um ato imponderado", disse o advogado do sacerdote Roberto, Armandino Lopes.

O causídico referiu que o padre Roberto manifesta "total solidariedade" ao sacerdote Abel Maia, lamentando o transtorno causado a si, à sua família, aos seus amigos e às paróquias por onde passou.

Por seu lado, o advogado do pároco Abel Maia, Nélson Domingues, adiantou que os dois tiveram uma "conversa franca" que permitiu "encerrar" este assunto.

"Tanto um como outro deram um exemplo, tal como dois padres devem fazer", afirmou.

EM 2014, o padre Roberto Sousa acusou o sacerdote Abel Maia de abusar sexualmente de um menor, denúncia que fez através de uma carta enviada ao falecido bispo do Porto, António Francisco dos Santos.

O bispo decidiu então remeter a carta para o Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) do Porto e, após investigação por parte do Ministério Público (MP), o caso foi arquivado.

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