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Correio da Manhã

Sociedade
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Padre de Pedrógão Grande em cuecas alega descuido

Publicação já foi apagada das redes sociais e o sacerdote desvaloriza.
Isabel Jordão 9 de Junho de 2019 às 01:30
Júlio Santos é o responsável pela paróquia de Pedrógão Grande
Terço
Júlio Santos é o responsável pela paróquia de Pedrógão Grande
Terço
Júlio Santos é o responsável pela paróquia de Pedrógão Grande
Terço
O pároco de Pedrógão Grande, Júlio Santos, de 58 anos, publicou uma fotografia sua num dos perfis que tem na rede social Facebook, em que está de meias e cuecas, deitado numa cama desfeita de um quarto de hotel.

A publicação foi "um descuido", disse este sábado o sacerdote ao CM, adiantando que a apagou quando se apercebeu, desvalorizando a situação.

A fotografia mostra o sacerdote a rir-se para o fotógrafo, numa pose descontraída, com um braço quase a tapar a cara e a usar apenas cuecas e meias.

"A publicação foi um descuido, não era minha intenção publicar aquela foto", disse ontem Júlio Santos ao CM, frisando que "a foto não está assim tão ofensiva". "Eu não estou nu e não me parece que tenha cometido algum crime", salientou.

A publicação gerou alguma polémica entre os paroquianos, mas Júlio Santos acredita que "não será prejudicado em nada. Só alguém que tenha maldade e me queira fazer mal é que pode pensar em se aproveitar de uma coisa que não tem importância", defendeu.

Júlio Santos tem uma presença regular nas redes sociais e não se inibe de dar a sua opinião, mesmo sobre temas polémicas, como os casamentos entre pessoas do mesmo sexo.

"Quem não quer ver o que eu publico não vê, ninguém é obrigado a ir à procura do que eu escrevo", frisou o sacerdote. 

PORMENORES 
Perdeu fiéis
O incêndio de junho de 2017 deixou a paróquia de Pedrógão Grande mais pobre. De uma assentada, o padre Júlio Santos perdeu 30 fieis, que foram sepultados em vários cemitérios.

Fora da paróquia
Quando o incêndio deflagrou, um sábado, o sacerdote estava em Leiria num retiro. Com as estradas fechadas, só conseguiu regressar no domingo à noite.

Ordenado há 33 anos
O sacerdote, que foi ordenado há 33 anos, é natural de Escalos Fundeiros, onde as chamas deflagraram. A tragédia causada pelo incêndio foi por isso vivida "como pároco e filho da terra".
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