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Correio da Manhã

Sociedade

Padre perseguido por mulher pede ajuda a fiéis

Mulher de 66 anos faz esperas ao sacerdote em frente à basílica.
Secundino Cunha e Silvana Araújo Cunha 3 de Junho de 2016 às 02:45
Padre celebra missas na basílica de São Pedro do Toural, onde todos os dias tem de enfrentar os olhares de uma mulher 17 anos mais velha
Padre celebra missas na basílica de São Pedro do Toural, onde todos os dias tem de enfrentar os olhares de uma mulher 17 anos mais velha FOTO: DR
Um padre de Guimarães está a ser perseguido por uma mulher 17 anos mais velha e, no passado domingo, viu-se obrigado a pedir ajuda aos fiéis da basílica de São Pedro do Toural, mesmo no centro da Cidade Berço.

A perse- guição dura há mais de sete anos. O sacerdote atingiu o ponto de saturação e decidiu tomar medidas drásticas. José Silvino de Magalhães Araújo, de 49 anos, comunicou aos fiéis, que frequentam a missa das 10h00 da basílica vimaranense, o drama que tem vivido – todos os passos que dá são seguidos por uma mulher, de 66 anos, frequentadora assídua daquela capelania urbana e que desenvolveu uma espécie de obsessão pela pessoa e pela vida do presbítero.

O CM contactou o padre José Silvino que, apesar de ter confirmado que várias vezes se apercebe de estar a ser seguido e da presença desta mulher no largo do Toural, mesmo em frente à basílica, se recusou a dar mais pormenores sobre o caso.

"Se eu acreditasse que isso me ajudaria a ficar livre da senhora, fá-lo-ia, mas sei que não vai adiantar de nada", desabafou o sacerdote, que é também o capelão do hospital de Guimarães e o coordenador arquidiocesano dos capelães hospitalares.

Ao que o Correio da Manhã apurou, mesmo depois da divulgação do caso, feita no final da eucaristia em frente a toda a comunidade, a perseguidora continua a não se coibir de continuar a assistir às missas diárias que o padre Silvino celebra às 10h00. Embora não seja o pároco de Oliveira do Castelo, o padre José Silvino Araújo celebra todos os dias na basílica de São Pedro do Toural.


O próximo passo do pároco será apresentar uma queixa ao Ministério Público, no Tribunal de Guimarães, na expectativa de que seja aplicada à mulher uma medida que a impeça de se aproximar do sacerdote, acabando de vez com o "pesadelo" que tem vivido.
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