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Correio da Manhã

Sociedade
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Pais concordam com provas de aferição do 8.º ano feitas 'online'

Medida prevista no Simplex arranca no terceiro trimestre de 2008.
Lusa 26 de Junho de 2017 às 10:40
Alunos fazem exame
Alunos em exame
Alunos em exame
Alunos fazem exame
Alunos em exame
Alunos em exame
Alunos fazem exame
Alunos em exame
Alunos em exame
O presidente da Confederação de Pais considerou esta segunda-feira "positiva" a intenção do Governo em acabar com as provas de aferição do 8.º ano em papel, mas salientou ser preciso assegurar que todos os alunos sabem utilizar a tecnologia.

O Governo quer que as provas de aferição do 8.º ano passem a ser feitas 'online' já no terceiro trimestre de 2018. Esta medida faz parte do Simplex + 2017, que vai ser apresentado esta segunda-feira pela ministra da Presidência, Maria Manuel Leitão Marques.

Em declarações hoje à agência Lusa, o presidente da Confederação Nacional de Professores (CONFAP), Jorge Ascensão, considerou que esta medida é "positiva" e terá "uma evolução pacífica e sem grande perturbação".

"Contudo, a CONFAP sempre disse que mais do que os meios, o que importa são os fins para que a avaliação serve. Portanto, seja em papel ou não, o que nos preocupa são os fins com que olhamos a avaliação e as consequências a tirar", disse.

No entender de Jorge Ascensão, não há problema no que diz respeito à utilização dos meios, mas é preciso garantir que todas as crianças estão ao mesmo nível.

"É preciso perceber se as condições estão criadas, se as crianças, porque no 8.º ano ainda são crianças, estão todos em igualdade de circunstâncias, se estão habituados a utilizar esta forma de avaliação. Se assim for, não haverá qualquer problema com isso", disse.

De acordo com o jornal i, desde a conceção da prova pelos professores, a sua realização pelos estudantes, a correção e posterior publicação dos resultados, tudo será feito 'online'.

"Trata-se para já de um projeto-piloto que vai abranger apenas um agrupamento de escolas ou um conjunto de estabelecimentos de ensino. Não há ainda capacidade no país para que todos os alunos tenham acesso a um computador", indica o jornal.

O jornal i adianta ainda, citando o Ministério da Presidência, que "o arranque das provas 'online' vai 'possibilitar a aceleração dos tempos de classificação' e também conseguir 'o aumento da qualidade e da fiabilidade da classificação das respostas aos itens de resposta aberta, já que a classificação online permite monitorizar, em tempo real, o trabalho dos professores, bem como utilizar técnicas de dupla classificação".

O Governo afirma, segundo o i, que "além da poupança em papel, esta mudança vai facilitar as correções e o armazenamento (deixa de ser preciso arranjar espaço físico para guardar as provas) ".
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